Agora não vamos discutir mais nada. O Avaí está na Série A de 2022 e subiu com as convicções de Claudinei Oliveira. O treinador fez o time funcionar à sua maneira, mesmo com questionamentos por boa parte da torcida e da imprensa.

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O desabafo veio já no apito final do árbitro na Ressacada, neste domingo. “hoje, se desse tudo errado, já tinha um responsável pelo fracasso do Avaí na temporada”. “A gente trabalhou o ano inteiro com um alvo nas costas”.

Questões que são inerentes à profissão. Um treinador e suas escolhas estiveram, estão e estarão sempre em discussão. Mas agora é preciso reconhecer o trabalho que deu resultado durante a temporada. Afinal, Claudinei Oliveira fecha 2021 campeão catarinense e devolvendo o Avaí à Série A.

As escolhas mais discutidas

Lourenço foi um dos escolhidos de Claudinei Oliveira e jogador importante na campanha do acesso
Lourenço foi um dos escolhidos de Claudinei Oliveira e jogador importante na campanha do acesso (Foto: André Palma Ribeiro/ Avaí FC)

A primeira polêmica foi Lourenço. Desde o início do ano, Claudinei Oliveira escalou Lourenço como meia, o que ele costumava chamar de “médio”. O jovem jogador, formado na base avaiana, já havia feito de tudo no time. Em outras temporadas, Lourenço foi lateral esquerdo, lateral direito, atacante e volante. Claudinei o definiu como meia no seu time 2021. Era uma espécie de camisa 10. E o treinador peitou as rejeições e discussões. Lourenço terminou a Série B titular e importante pra equipe.

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Bancar o goleiro Gledson como titular após a chegada de Vladimir talvez tenha sido a mais corajosa das brigas do treinador. Vladimir foi contratado com status de “dono da posição”. Fez uma Série A excelente com a camisa do Avaí em 2019. Tinha a confiança da imprensa e da torcida. Gledson sempre teve desconfianças. Menos para Claudinei. E o Gledson recompensou. O goleiro fez ontem a “defesa do acesso” aos 48 minutos do segundo tempo, garantindo o placar.

Gledson salvou o resultado em lance aos 48 do segundo tempo
Gledson salvou o resultado em lance aos 48 do segundo tempo (Foto: Eduardo Valente/ Folhapress)

Fora outras discussões menores, como Diego Renan e Marcos Serrato, indicados por ele ao Avaí, que em determinados momentos e jogos tiveram suas importâncias. Ou escolher Valdivia para mudar o jogo decisivo, no intervalo da partida. Ou bancar Getúlio no comando do ataque, mesmo quando ele ainda estava rendendo pouco na temporada.

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São escolhas. O treinador é pago para fazer escolhas. Claudinei pode ser criticado por muitas coisas – entre as escolhas de jogadores e do jeito de jogar – mas jamais vai poder ser criticado por não as fazer ou não ter convicções.

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