Foi uma semana de ansiedade para o torcedor do Figueirense. Dentro de campo, folga depois da terceira vitória em três jogos na Copa Santa Catarina. Fora de campo, bastidores agitados com reunião extraordinária do Conselho Deliberativo e escolha de representante do Conselho no Comitê Gestor da SAF do Figueirense, que comanda o futebol.

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A agitação da torcida ocorreu por conta de informações sobre grupo de empresários locais que estaria disposto a apresentar um projeto para assumir o clube – informações antecipadas pelo colega Sérgio Murilo, do Grupo VEG esportes.

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Passei a semana ouvindo muita gente pra tentar entender o contexto e trazer para o torcedor do Figueirense um cenário mais próximo daquilo que estaria ocorrendo. Ouvi desde oposição, situação, Conselho Deliberativo, e até mesmo a CLAVE, que hoje é LIFT.

Grupo de empresários locais

Existe realmente um grupo de empresários locais que estaria disposto a apresentar um projeto de investimento e gestão da SAF Figueirense. O grupo é capitaneado pelo empresário Edson Silva, que inclusive já foi presidente do Figueirense. Neste grupo estão, entre outros, empresários conhecidos como Luiz Ângelo Sombrio, que já foi um pré-candidato à presidência do Figueirense, e Carlos Aragão, que já foi presidente do clube.

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O ponto de partida seria comprar a “parte da CLAVE/LIFT” no acordo com a SAF Figueirense. A CLAVE estaria disposta a vender e os empresários começaram um estudo para saber o que poderiam fazer. Este grupo procurou o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, e pediu para ter acesso aos números, para entender de quanto em valores seria necessário para dar uma largada neste possível negócio.

A ideia deste grupo de empresários é entender o tamanho do “negócio Figueirense” para atrair investidores externos ao clube no mercado. Não são os próprios empresários que vão colocar o dinheiro deles, como ouvi de uma fonte ligada ao grupo.  Estes estudos estão sendo feitos em harmonia com o presidente da Associação, José Tadeu da Cruz, com o executivo da SAF, Rafael Franzoni, e com o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda. 

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O momento da Gestão atual

A Gestão atual da SAF Figueirense, presidida por Paulo Prisco Paraíso, vive a crise estabelecida pela falta de resultados e pelos processos que não foram adiante, como a Recuperação Judicial e o próprio contrato/acordo com a CLAVE/LIFT. O Figueirense está parado no tempo em termos de investimentos e projeção, e indo para o sexto ano seguido de Série C de Brasileiro.

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O que ouvi da Gestão atual nas conversas desta semana foi que estão abertos a projetos que possam ser apresentados. E que abriram os números em reuniões recentes com alguns destes empresários e o Conselho Deliberativo. Entre estes números estão a dívida atual com a CLAVE, o valor que o Figueirense precisaria pagar de largada com a Recuperação Judicial, quanto custa o futebol do Figueirense e até questões imobiliárias e empréstimos – um deles feito com o Atlético-PR, em 2022, que tem a assinatura de avalista pessoa física de Paulo Prisco Paraíso.

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O que diz a CLAVE/LIFT

Perguntei aos representantes da CLAVE/LIFT se ela estaria no mercado vendendo a “parte dela” no Figueirense. A resposta foi “não estamos ativamente procurando vender a nossa posição”, mas deixando em aberto algum movimento que possa existir: “difícil falar nesse estágio sem ter nada na mesa”.

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Conselho Deliberativo

À direção do Conselho Deliberativo perguntei se era real essa possibilidade de empresários assumirem o Figueirense. A resposta foi “sim. Negociações em andamento, embora nada definido ou firmado ainda! Estamos acompanhando e no aguardo de definições”.

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