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Entrevista

"O Figueirense é muito grande pra estar jogando uma Série C"

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Faraco
Por Faraco
06/05/2022 - 15h28 - Atualizada em: 06/05/2022 - 17h27
Reinaldo jogou no Figueirense entre 2010 e 2011
Reinaldo jogou no Figueirense entre 2010 e 2011 (Foto: reprodução)

Reinaldo está feliz da vida. Foi essa a impressão deixada na entrevista ao Em Cima do Lance, da CBN Floripa, nesta sexta-feira. Novo técnico do Carlos Renaux, o ex-atacante de Figueirense, Flamengo, São Paulo e Paris Saint German, tem o terceiro desafio de uma nova carreira, agora à beira do campo.

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Na conversa, que contou também com a presença do colega Chico Lins, Reinaldo falou da sua preparação para ser técnico de futebol e contou algumas histórias sobre a época de Figueirense, entre 2010 e 2011 – período em que conquistou o acesso á Série A do Brasileiro e participou de uma edição do campeonato catarinense.

Reinaldo foi o convidado desta sexta do Em Cima do lance
Reinaldo foi o convidado desta sexta do Em Cima do lance
(Foto: )

O time de 2010 e o gol no clássico que marcou em 2011, na Ressacada

Aquele time de 2010 é um time inesquecível. Como era prazeroso jogar com aquele time e ver aquele time jogar.

O jogo da fumaça. Na Ressacada, não tem como esquecer esse gol. Um dos gols mais bonitos que eu fiz na minha carreira. Um dos mais importantes também. Como era gostoso jogar um Avaí x Figueirense. Melhor ainda que foi 1 x 0, gol meu. O Ygor infiltrou, tentou tocar pro Firmino, o zagueiro cortou, ela sobrou, e aí eu peguei na veia, um pombo sem asa. Um dos momentos mais emocionantes que eu tive na minha carreira.

Campeonato Catarinense 2011: Avaí 0 x 1 Figueirense

O Figueirense e o desafio atual na Série C do Brasileiro

Tem tudo pra subir. Tem camisa, tem um bom grupo. Eu nunca imaginava que o Figueirense depois daquela ascensão, principalmente em 2011, aquele sétimo lugar na Série A, você ver um Figueirense na Série C é quase inacreditável. O Figueirense é muito grande pra estar jogando uma Série C.

A preparação para ser técnico de futebol

Eu me preparei muito pra essa função depois que eu parei. Sempre buscando as licenças pra me qualificar como treinador.

O que tava acontecendo muito quando eu parei, cinco anos atrás, é que ex-atletas, nós parávamos e achávamos que somente com o que a gente jogou de forma empírica a gente conseguiria assumir um clube de futebol. Por ter jogado em grandes clubes. Muitos colegas meus também pensavam assim.

Hoje, jogador que parar de jogar futebol, que queira entrar no meio como treinador, e não se preparar na parte teórica e buscar as licenças ele não vai conseguir dar sequência.

Treinadores brasileiros x treinadores estrangeiros

Eu acho que a gente aprende muito também com treinador que vem de fora. Eu acho válida essa vinda de treinadores estrangeiros pro Brasil. Mas isso não quer dizer que o técnico brasileiro não tem valor. Nós temos excelentes treinadores brasileiros. Aqui em Santa Catarina nós temos dois tops, que são o Júnior Rocha e o Barroca. Se a gente tiver esse equilíbrio e não tivermos essa vaidade de querer passar metodologia, quem tem a ganhar é o próprio futebol brasileiro.

Referências dele como técnico

Na parte tática Vanderlei Luxemburgo, que mudava um jogo sem mexer na equipe. No comando do vestiário, Zagallo. Teve também o Zico, que foi o treinador mais detalhista que eu tive e futebol se ganha nos detalhes também.

Ouça a entrevista com Reinaldo no Em Cima do Lance:

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

siga Faraco

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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