São 10 anos do maior fiasco do futebol brasileiro de todos os tempos, que é a derrota de 7×1 para a Alemanha, na semifinal da Copa de 2014, no Mineirão, em Belo Horizonte. Uma atuação ridícula da Seleção Brasileira, em casa, para fazer humilhar ainda mais o seu torcedor.

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Brasil 1 x 7 Alemanha: Como estão os jogadores da seleção brasileira 10 anos depois

Como a CBF mesmo publicou em seu vídeo de autoajuda nas redes sociais nesta segunda-feira, para amenizar a eliminação na Copa América, o futebol, o esporte, não é feito só de vitórias. Há mais derrotas no caminho do que grandes conquistas.

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Acontece que os 7×1 da Alemanha são até hoje um marco do atraso vivido pelo futebol brasileiro na última década e meia. Derrotas como as de 1950 e 1982 entristeceram muito a torcida brasileira. A derrota da Copa de 2014 foi o resultado de incompetência generalizada, que até os dias de hoje não foi resolvida.

Confira imagens do histórico 7×1 da Copa de 2014

O que melhorou no futebol brasileiro de lá pra cá? A gestão da CBF e dos clubes? Talvez, com clubes mais preocupados com aspectos financeiros e de organização interna. Os gramados ficaram melhores? A formação de atletas teve mais atenção? O calendário do futebol brasileiro está resolvido? Os técnicos brasileiros resolveram entender o atraso e passaram a procurar mais conhecimento, boa formação, em vez de rejeitar as mudanças evidentes no futebol mundial? A resposta para a maioria destas perguntas ainda é não.

São 10 anos de um dia que não deu tristeza. O sentimento era de raiva, vergonha, humilhação… muito distante daquele orgulho que muitas vezes cabe nos derrotados. De lá pra cá, as derrotas e fracassos se somam e o horizonte está ainda bastante complicado e nebuloso.

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A catástrofe dos 7 x 1 serviu para abrir a ferida. Muitas críticas vieram e uma necessidade de entender o que estava acontecendo nos gramados por todo o mundo passou a surgir. Foi meio que uma consciência coletiva do “ficamos para trás”. O brasileiro sempre foi muito arrogante em termos de futebol, como se tivesse todos os segredos guardados no bolso e como se pudesse resolver tudo tirando do bolso justamente um destes segredos.

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Muitos ainda pensam assim, apesar dos 7×1 e dos fracassos seguidos e recentes. Há uma crise de técnicos, uma crise de qualidade técnica, e de gestão na condução da Seleção Brasileira, que, tirando os seis anos de Tite, tem sido remendada com técnicos de trabalho ruim, como Dunga, ou interinos, como Ramon Menezes e Fernando Diniz.

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A saída da crise iniciada com os 7×1 da Copa de 2014 ainda está distante e não vai se resolver com uma vitória eventual, como ocorreu na Copa América de 2019. É estrutural e enquanto não for encarada assim, não vai haver mudança significativa.  

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