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    "Estado tem de viabilizar política econômica expansionista", diz novo secretário de Desenvolvimento de SC

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    Loetz
    Por Loetz
    25/06/2020 - 07h06 - Atualizada em: 25/06/2020 - 07h21
    foto mostra o novo secretário sorrindo pra câmera
    Rogério Siqueira era CEO do Parque Beto Carrero, em Penha, até fevereiro de 2020

    O novo secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado de Santa Catarina, Rogério Siqueira, vai propor programa de recuperação econômica que seja de rápida implementação, tendo por base o apoio à iniciativa privada para o resgate da expansão da economia e ação coordenada e conjunta dos mais diferentes setores de atividades produtivas.

    Nesta entrevista exclusiva, afirma que o Prodec - Programa de Desenvolvimento da Economia Catarinense - será revisado. Aposta muitas fichas na formatação do Fundo Garantidor de Crédito a auxiliar as micro, pequenas e médias empresas, e prega a crescente internacionalização da indústria catarinense.

    A seguir, os principais trechos da conversa de 40 minutos, realizada na quarta-feira, por telefone.

    Os múltiplos desafios do novo secretário de desenvolvimento econômico de SC

    Como surgiu o convite para ser secretário?

    Rogério Siqueira - Estou em Santa Catarina há 30 anos. Trabalhei na Tigre, Riosulense, Reunidas, em reestruturação de empresas, e por duas vezes, no Beto Carrero World. O convite veio pelo Amandio (Amandio João da Silva Junior, secretário da Casa Civil). 

    O senhor estava iniciando um ano sabático.

    Siqueira - Exatamente. Saí do Beto Carrero World em 1 de fevereiro. Estava em um ano sabático para atualizações, especialmente na área de tecnologia. Recebi ligação e aqui estamos para fazer um trabalho técnico. Quando falei com o governador, conversamos sobre a importância de se formar um time para formular e garantir políticas de Estado. 

    O senhor já participou, nesta quarta-feira, de reunião com a Fiesc, com a Sebrae, BRDE, Badesc, TJ, Ministério Público, Assembleia Legislativa e tantas outras entidades. O que vem pela frente?

    Siqueira - Vamos trabalhar sempre em conjunto. Quando todos sentam à mesa e trocam ideias pensando no melhor para o Estado, vai dar certo.

    O senhor se refere ao Fundo Garantidor de Crédito, uma iniciativa que visa colocar recursos para as pequenas empresas?

    Siqueira - Precisamos alavancar as pequenas e médias empresas. A Fiesc lançou, ainda hoje (quarta-feira) o programa Travessia, para orientar a volta do crescimento da economia no pós-pandemia. Um programa muito bem construído. Nossa ação será a de articular, e facilitar a retomada da economia. Não haverá protagonismo individual. (O objetivo central é apoiado pelos quatro objetivos principais que são a reindustrialização e o fortalecimento da indústria, a atração de capital, o desenvolvimento da infraestrutura e o pacto social e institucional).

    Como construir o desenvolvimento?

    Siqueira - Temos de construir uma rede de progresso e esperança. O programa Travessia, apresentado pela Fiesc, é muito bem estruturado. E a ação conjunta, com o Fundo Garantidor de Crédito para os pequenos - tudo isso junto, todos se ajudando, não tem como dar errado. Já vivi 1983, ano da grande enchente no Estado, e aas crises de 2008 e de 2013. 

    O que é essencial para viabilizar o crescimento da economia em um momento tão difícil, com pandemia do Coronavírus?

    Siqueira - Ciar uma modelagem atrativa para a retomada da economia. Trabalhar para atrair parte do capital externo, da liquidez mundial para cá, para Santa Catarina. SC é um Estado excepcional. Temos o menor índice de trabalho informal, o que foi divulgado hoje (quarta-feira). Temos nossa própria dinâmica regional diversificada. 

    O senhor vai correr o Estado em busca de dados e contribuições?

    Siqueira - Claro! Vamos - eu e o Ricardo Stodieck . Não temos soluções prontas. Teremos um olhar para todos. Vamos - e aí é só um exemplo - a Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó, Lages; e também vamos para cidades pequenas em busca de contribuições. 

    Pequenas empresas terão apoio especial?

    Siqueira - Certo é que pequenas empresas têm de ter solução para o problema do desemprego. Elas precisam de linhas de crédito. Por isso, a junção de esforços de todos. Temos de construir segurança jurídica para o modelo de desenvolvimento a ser implementado. E isso tem de ser feito rapidamente. O objetivo é ligar os pontos. 

    O senhor já conversou com o secretário da Fazenda, Paulo Eli, evidentemente.

    Siqueira - Claro. O Paulo Eli é um grande "vendedor" do Estado de Santa Catarina. SC tem enorme potencial de criatividade. 

    O Prodec vai ser revisado?

    Siqueira - O Programa de Desenvolvimento da Economia Catarinense (Prodec) vai ser revisado, sim. Temos disposição de fazer a revisão. O Prodec já tem três décadas. Temos de provocar a prosperidade. O Prodec tem de ter um grupo gestor de desenvolvimento para debater com os empresários, com outras secretarias. O setor de micro e pequenas empresas poderá ter melhorias no redesenho do Prodec. E a Casa Civil está coordenando o Fundo Garantidor de Crédito. Repito: ações tem de ser rápidas porque as micro e pequenas empresas estão ficando sem caixa. E rapidez depende da articulação entre todas as partes. 

    Inovação, como entra na lista de prioridades?

    Siqueira - Inovação e sustentabilidade serão outras duas vertentes do trabalho. Serão as novas ferramentas para geração de emprego e renda. Também quero ir no IMA - Instituto de Meio Ambiente - para conhecer e agir. A equipe que encontrei na Secretaria é excepcional. Não tenho dúvida: vai dar certo.

    Houve reunião com Fiesc e outros agentes nesta quarta-feira. Há outras agendas com a classe empresarial já marcada?

    Siqueira - Sim. Na próxima segunda-feira haverá reunião com o Conselho das Entidades Empresariais, o Cofem.

    Atrair empresas de fora do Estado ou do país é estratégia?

    Siqueira - Temos de internacionalizar a indústria catarinense. Sair da ideia de expandir apenas dentro do país. Nossa indústria precisa de capitalização de recursos , até mesmo do exterior, para, na sequência, crescer e se internacionalizar mais. Temos de pensar SC como um país. O governo do Estado tem de viabilizar uma política econômica expansionista. Esse objetivo central é apoiado pelos quatro objetivos principais que são: a reindustrialização e o fortalecimento da indústria, a atração de capital, o desenvolvimento da infraestrutura e o pacto social e institucional.

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