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    Pico de negócios

    Mercado imobiliário cresce, mesmo em meio à pandemia

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    Loetz
    Por Loetz
    15/10/2020 - 09h52
    Prédios no Centro de Joinville
    Prédios no Centro de Joinville (Foto: Carlos Junior, Arquivo A Notícia)

    Estamos no limiar de um novo pico de negócios do setor imobiliário. Há quem acredite nisso e alguns fatores convergem nessa direção. Entre eles, estão os juros baixos e a perspectiva de saída da crise econômica, a partir do próximo ano. Os bancos estão anunciando redução de taxas porque percebem que a hora de atrair clientes chegou.

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    A Caixa Econômica Federal, por exemplo, anunciou, nesta quarta-feira, redução de 0,5 ponto percentual nos juros, que passarão a variar entre a TR mais 6,25% ao ano e TR mais 8% ao ano, dependendo do perfil do cliente. Só para comparar: em dezembro de 2018, o cliente pagava TR mais 8,75% ao ano. Só a Caixa projeta conceder R$ 14 bilhões em crédito imobiliário para a classe média.

    Estudo de amplitude nacional feito pela a Brain Inteligência de Mercado, com dados atualizados até julho, - portanto antes do esperado boom e exatamente em meio à pandemia do Coronavírus - auxilia na análise. Assim, em julho de 2020, foram financiados empreendimentos no valor total de R$ 10,8 bilhões. O valor é o maior desde 2013.

    No comparativo de janeiro-julho de 2020, quando o sistema financeiro emprestou, via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, R$ 54,7 bilhões, uma alta de 35% em relação a igual período do ano passado.

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    A quantidade de imóveis financiados saltou significativamente nos últimos anos. Em 2017 foram 176 mil; subindo para 229 mil no ano seguinte e chegando a 298 mil em 2019. A evolução, neste período, foi de 30%. E, apenas nos sete primeiros meses deste ano, já foram financiados 198 mil imóveis, o que sugere, inequivocamente, que vai ser superado o número apurado no ano passado. Somente em julho, a Brain relata ter havido 37 mil imóveis financiados.

    Outra forma de de se compreendrer o avanço do setor imobiliário é ver os números de financiamentos via FGTS. Então, no caso, de janeiro a julho deste ano, o valor somou R$ 31,6 bilhões, com 282 mil unidades financiadas. Na série histórica , desde 1995, o ano de 2016 apresentou o maior valor: R$ 62 bilhões, com 569 mil unidades habitacionais.

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