Vou usar o adjetivo lamentável para ficar em uma única expressão sobre a proposição do Brasil na ONU, referente ao conflito Israel x Hamas. Após não posicionar-se firmemente contra as atrocidades promovidas pelo Hamas, como fizeram os representantes de muitos países, restou estampada toda a pequenez diplomática brasileira, ao propor uma trégua de Israel para com o Hamas.

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Quer dizer então que o Hamas pode fazer o que fez e, no momento de se defender, Israel deveria recuar, é isso?

Sob o comando de Celso Amorim e com a chancela de Lula, o Brasil se distancia ainda mais do sonho de ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, pleiteado por Lula desde o primeiro mandato. E, de quebra, enterra de vez a delirante pretensão de ser indicado para o Nobel da paz.

Com tantos anos de experiência, ambos deveriam saber que, bastaria um voto contrário para que a proposição do Brasil não fosse aprovada. Foi o que fez os EUA, cuja representante deu uma verdadeira aula e um tapa com luva de pelica, mostrando como agem firmemente os países que são contra barbáries, independentemente de quem as pratica.

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A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, destacou: “Estamos no local fazendo o trabalho árduo da diplomacia e, ao reconhecer o desejo do Brasil em avançar este texto, acreditamos que devemos deixar o esforço diplomático se desenvolver… Os EUA estão desapontados por essa resolução não fazer menção ao direito de autodefesa de Israel”.

O mundo é feito de escolhas. Mais uma vez, o Brasil escolheu o lado errado.

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