Pré-candidato ao governo do Estado, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), disse que não esperava que o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), fosse o candidato a vice na chapa liderada pelo governador Jorginho Mello (PL), que tentará à reeleição em 2026. A dobradinha foi oficializada na noite desta quinta-feira (22).

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Em entrevista à CBN Joinville na manhã desta sexta (23), Rodrigues repetiu várias vezes a palavra “surpresa” ao tomar conhecimento da notícia, embora tenha admitido que o movimento “faz parte do tabuleiro”. Ele também avaliou que, dada a estatura de Adriano, que comanda a maior cidade catarinense, a cabeça de chapa seria o caminho mais natural para o prefeito.

— O que me surpreende é que o maior inimigo do governo do Adriano é exatamente o partido que ele se alia para disputar o governo do Estado. Então me surpreende. Porém, faz parte da política de quem entende que ela deve ser conduzida assim — disse Rodrigues, em menção à oposição feita pelo PL em Joinville durante o mandato do empresário.

Novo e PSD estiveram coligados nas eleições de 2024 na disputa das três maiores prefeituras de Santa Catarina. Em Joinville e Blumenau, enfrentaram o PL nas urnas – venceram na primeira, mas perderam na segunda. Na Capital, as três siglas estiveram juntas no projeto de reeleição de Topázio Neto (PSD).

O congestionamento de partidos e nomes na aliança de Jorginho, que chegou a dizer que a cadeira de vice seria do MDB e, inicialmente, planejava ter Esperidião Amin (PP) com uma das vagas ao Senado, sugeria que o Novo pudesse ser um parceiro ideal para Rodrigues.

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A possibilidade ganhou força após rumores de uma possível filiação de Carol de Toni (PL) à legenda. Mantida a ideia de Amin na chapa e com a ordem de Jair Bolsonaro (PL) de escalar o filho Carlos Bolsonaro (PL), a deputada federal ficaria sem espaço, dentro da aliança, na corrida ao Senado.

O movimento de Jorginho, no entanto, redistribuiu as peças desse “tabuleiro” citado por Rodrigues, hoje o nome da direita mais próximo de ameaçar o projeto do governador. O prefeito de Chapecó, por outro lado, disse “estar feliz” com o anúncio.

— Para quem estava isolado, já não está mais. Você já passa a ter muitos partidos para conversar. Nem todos eu vou fazer coligação, nem todos serão nossos aliados. Mas todos serão respeitados por nós — disse Rodrigues, numa menção indireta a legendas como o MDB.