A produção industrial catarinense voltou a crescer em abril em relação a março. Considerando a série com ajuste sazonal, o avanço foi de 1,9%, mostram dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira. Estas são as estatísticas mais recentes do instituto, já que os números de maio, que certamente sofrerão impacto diante da greve dos caminhoneiros que parou o país nos últimos dias do mês passado – com consequências graves em Santa Catarina –, só serão publicados em julho.
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Apesar do indicador positivo para abril, o ritmo de crescimento da produção industrial catarinense foi mais lento do que o verificado em estados como Bahia (+7%), Rio de Janeiro (+6%), Minas Gerais (4,4%), Paraná (+3,3%), Rio Grande do Sul (+2,2%) e Pernambuco (+2,1%). Mesmo assim, o resultado foi superior ao registrado em todo o país, que computou incremento de 0,8%.
Quando a comparação é feita com abril do ano passado, o desempenho catarinense é muito melhor: houve crescimento de 14,6%, índice que só fica atrás do visto em São Paulo (+14,8%). No acumulado do primeiro quadrimestre de 2018, a produção industrial de Santa Catarina computa alta de 7,1%, atrás somente do Amazonas (+21,5%) e mais uma vez do estado paulista (+7,7%). Nos últimos 12 meses, o avanço é de 5,8%. A média nacional fica em 3,9%.
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O setor que vem apresentando melhores números na indústria catarinense em 2018 até agora é a metalurgia. Representa 2,07 pontos percentuais dentro do índice de 7,1% de crescimento na produção no acumulado do ano. Em seguida aparecem produtos têxteis (0,92 ponto percentual), produtos de metal (0,88 ponto percentual) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (0,83 ponto percentual).
A má notícia é que essa sequência será quebrada quando os dados de maio forem divulgados. A paralisação dos caminhoneiros trouxe prejuízo bilionário para a indústria catarinense. A Fiesc divulgou na última semana perdas estimadas em até R$ 1,67 bilhão, motivadas por interrupção na produção de várias indústrias por falta de insumos e matéria-prima e incapacidade de escoamento da produção devido à escassez de combustíveis na reta final do mês.
