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    Blumenau adia decisão sobre Oktoberfest e ganha tempo em meio à discussão sobre economia e saúde

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    Por Pedro Machado
    29/05/2020 - 10h07 - Atualizada em: 31/05/2020 - 09h59
    Oktoberfest
    Foto: Daniel Zimmermann, BD, Divulgação

    Ao descartar a realização da Oktoberfest em outubro, empurrando a festa inicialmente para o período entre 11 e 29 novembro — mas ainda sem garantias de que ela vá acontecer —, a prefeitura de Blumenau tenta ganhar tempo. A definição sobre o futuro do evento, agora, sairá até o final de agosto, segundo o prefeito Mario Hildebrandt. É uma decisão que será embasada pela evolução do cenário da Covid-19, que ainda é repleto de incertezas. Cravar qualquer coisa neste momento, portanto, não passa de palpite.

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    A segurança do público é evidentemente o principal fator em análise, mas ficou claro no pronunciamento de Hildebrandt na manhã desta sexta-feira (29) que a economia também tem grande influência neste debate — já escrevi sobre isso antes. Em situações normais, a Oktoberfest despeja R$ 240 milhões na cidade, movimenta cerca de 60 segmentos — entre bares, restaurantes, hotéis e prestadores de serviços — e gera 6 mil empregos diretos. Coincidência ou não, a cidade viu evaporar justamente 6 mil empregos formais entre março e abril, reflexo da pandemia. A festa representaria uma oportunidade de minimizar este estrago, com geração de renda.

    Há também o fator social. A Oktoberfest é superavitária (ou seja, a festa gera mais receitas do que despesas) e, por isso, torna-se uma importante fonte de recursos para investimentos em modalidades esportivas e em ações sociais, além de outras iniciativas e eventos de lazer. Tudo isso tem peso no caixa do município.

    Hildebrandt garante que não há pressão para a realização da festa a qualquer custo. Diz que há consenso entre o trade turístico, parceiros e patrocinadores de que a segurança deve vir em primeiro lugar. Internamente, a Vila Germânica precisa de um prazo entre 45 e 60 dias para colocar a festa de pé, condição que possibilitaria adiar a decisão, considerando a nova data de novembro, até o início de setembro. Mas a prefeitura trabalha com uma definição até agosto. Ou até mesmo antes disso.

    O que já se sabe é que a Oktoberfest, se acontecer, será diferente, menor e possivelmente menos lucrativa. Como garantir a segurança do público dentro dos pavilhões? Como as pessoas irão se comportar? Turistas de outros estados e países se sentirão seguros e se programarão para vir a Blumenau com o Brasil, no momento, sendo o epicentro de contaminações do novo coronavírus na América Latina? São perguntas que pelas próximas semanas devem continuar sem resposta.

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