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    Economia

    Blumenau perde 1,5 mil empregos em maio; saldo na pandemia já é de 7,7 mil vagas fechadas

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    Por Pedro Machado
    29/06/2020 - 15h11 - Atualizada em: 29/06/2020 - 15h47
    Geração de emprego
    Foto: Marco Favero, BD

    A pandemia de Covid-19 continuou fazendo estragos na economia de Blumenau em maio. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério da Economia mostram que a cidade perdeu mais 1.552 empregos formais no mês passado. Com isso, já chegam a 7.745 o número de postos de trabalho com carteira assinada eliminados desde o início da crise, em março.

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    A nova planilha do Caged informada neste início de semana trouxe ajustes nos dados dos meses anteriores, com pequenas alterações nos números. Nesta série ajustada, março, que teve metade do mês afetado pelo decreto que estabeleceu a quarentena em Santa Catarina, acumulou saldo negativo de geração de empregos (diferença entre contratações e demissões) em Blumenau: 257 vagas a menos.

    O volume disparou em abril, com 5.936 empregos perdidos (após a revisão) no mês. Isso foi reflexo do fim das medidas iniciais adotadas por muitas empresas na segunda quinzena de março, como férias coletivas, e falta de perspectivas sobre a retomada da economia. Os dados mostram que o ritmo do desemprego diminuiu em maio, mas segue alto mesmo após o baque inicial.

    Segundo os dados do Caged, a indústria continuou liderando a perda de vagas em maio, com 715 postos de trabalho fechados. Na sequência aparecem o setor de serviços (-543) e o comércio (-169). Construção (-124) e agropecuária (-1) fecham a lista.

    Dos 1.552 trabalhadores que perderam o emprego no mês passado, 893 (57,5%) são homens e 659 (42,5%) mulheres. A faixa etária mais atingida, com 378 demissões, foi de pessoas que têm entre 30 e 39 anos.

    Com os números de maio, o saldo de empregos em Blumenau acumulado no ano é de 3.539 vagas perdidas. O prejuízo só não é maior porque janeiro (+2.105) e fevereiro (+2.101) foram meses positivos na geração de postos de trabalho.

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