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    Concessão testa força da marca Oktoberfest Blumenau

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    Por Pedro Machado
    19/11/2020 - 10h17 - Atualizada em: 19/11/2020 - 10h19
    Concessão da marca Oktoberfest
    Propostas da licitação serão conhecidas no dia 18 de dezembro (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

    Quanto vale uma marca? No caso da Oktoberfest Blumenau, a Vila Germânica ainda não consegue responder a essa pergunta com cifras. Dentro de um mês, no entanto, um ponto de partida deve começar a esclarecer a dúvida. O lançamento do edital que vai conceder a uma empresa o direito de explorar comercialmente a principal grife da cidade servirá como um teste de força, de alcance e de percepção de valor por parte do mercado. As propostas serão conhecidas no dia 18 de dezembro.

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    O edital é amplo nas possibilidades. Abre caminho para que o vencedor, por um período de até 20 anos – o contrato é de 10, podendo ser renovado por outros 10 –, desenvolva artigos como canecos, copos, camisas, camisetas, bonés, trajes típicos, chapéus, chaveiros, pins, ímãs de geladeira, cartazes históricos, tirantes, kit de cervejas, chocolates, licores e livros, entre outros itens. Nas mãos de quem entende do negócio, pegando carona em um evento de repercussão internacional e que vem batendo recordes de lucro ano a ano, é um prato cheio.

    Na prática, a concessão funciona como uma via de mão dupla para a prefeitura. Ao mesmo tempo em que entrega a responsabilidade de gerir a marca devidamente registrada à iniciativa privada, mantendo o controle do desenvolvimento dos itens e transferindo os riscos de pirataria ao parceiro, ainda cria uma nova fonte de receita, que vai abastecer o Fundo Municipal de Turismo. O valor mínimo exigido de royalties é de 4,5% sobre o valor líquido dos produtos. Vence a concorrência quem se dispor a pagar mais.

    — A previsão de receitas é imensurável, nesse momento. Por isso trabalhamos totalmente com remuneração percentual, sem uma outorga fixa — diz Guilherme Guenther, diretor administrativo e financeiro da Vila Germânica, acrescentando que o potencial poderá ser melhor mensurado no primeiro ano de concessão, incluindo vendas pela internet.

    Aliás

    Os 4,5% representam o percentual mínimo de royalties exigido pelo edital. Para a prefeitura, claro, quanto maior, melhor. Caso a proposta vencedora – que levará em conta também aspectos técnicos, não apenas a remuneração – fique neste patamar, será uma pechincha para o futuro concessionário. 

    Na tabela da Associação Brasileira de Licenciamento de Marcas (Abral), numa análise inicial feita pela Vila Germânica, os royalties de roupas e calçados chegam a 10%. Para acessórios, varia de 8% a 12% e em artigos de bazar oscila de 7% a 10%.

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