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    Coronavírus em Blumenau: mesmo com delivery, restaurantes acumulam perdas e demissões

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    Por Pedro Machado
    03/04/2020 - 13h00 - Atualizada em: 03/04/2020 - 13h05
    Delivery ajuda, mas representa pouco nas receitas das empresas
    Foto: Patrick Rodrigues, BD

    Apesar de ser um dos poucos segmentos autorizados a funcionar em meio ao coronavírus, restaurantes não estão imunes aos efeitos indiretos provocados pela pandemia. Até o início desta semana, a associação Blumenau Gastronômico, que reúne cerca de 200 estabelecimentos da cidade, já contabilizava pelo menos 240 demissões no ramo desde a implantação das medidas de isolamento social que tiraram as pessoas das ruas. Integrante do grupo, o chef Richard Ricelle diz que em alguns casos o faturamento chegou a cair 80% nos últimos dias.

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    Liberado, o delivery tem sido um suspiro para esses negócios, mas apenas metade dos restaurantes que formam a associação já trabalhava com essa modalidade antes – e, ainda assim, elas não representavam mais do que 30% das receitas. Muita gente precisou implementar às pressas um sistema de entregas.

    A situação fez o grupo solicitar ajuda do poder público. Um ofício encaminhado nesta semana à prefeitura de Blumenau, ao governo do Estado e ao Badesc elenca medidas que poderiam ser tomadas para atenuar os prejuízos e evitar o fechamento de restaurantes. Na esfera municipal, a lista inclui prorrogação por 90 dias do pagamento do IPTU e da conta de água e a isenção, pelo mesmo período, da taxa de lixo. Representantes do segmento já se reuniram com o prefeito Mario Hildebrandt.

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    Ao governo do Estado, o grupo pede linhas de crédito de forma indireta por instituições financeiras não estatais, como bancos e cooperativas e de crédito, flexibilização da garantia concedida ao Badesc, permitindo a troca de garantia de imóveis por recebíveis (cartões, duplicatas e cheques), e antecipação dos recebíveis realizados no crédito em sete dias, com isenção de 90 dias de taxas extras e custos adicionais como IOF e taxas de parcelamento e de antecipação.

    Delivery do bem

    O grupo também se articula para trazer para Blumenau o Delivery do Bem. Trata-se de um aplicativo de pedidos de comida desenvolvido em tempo quase recorde por uma empresa de tecnologia de Florianópolis. Ele tem as mesmas funcionalidades de outros apps famosos, como o iFood, mas com uma diferença crucial que pode fazer a diferença para muitos pequenos restaurantes nesses tempos difíceis: não há cobrança de taxa, minimizando custos.

    A expectativa de Ricelle é que ele esteja disponível em Blumenau em até duas semanas. A operacionalização financeira está sendo articulada junto à Viacredi.

    R$ 26 milhões

    É quanto faturam, por mês, os cerca de 200 restaurantes que compõem a associação Blumenau Gastronômico. Juntos, eles geram cerca de 5 mil empregos diretos.

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