Aos 14 anos, Francisco Graciola começou a trabalhar como barbeiro. Seis décadas depois, o empresário, que completou 74 anos neste domingo (26), tem o nome cravado na história de Santa Catarina por ter ajudado a construir um império de arranha-céus que ressignificou o mercado em Balneário Camboriú – um modelo que começou a ser seguido por cidades vizinhas e até já é “exportado” para outros estados e países.

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Agora, Chico, como é mais conhecido, vislumbra novos passos na diversificação de negócios. A FG, empresa que leva as suas iniciais e que hoje é liderada pelo filho, Jean Graciola, está se preparando para construir novos hotéis de alto padrão. Balneário Camboriú e a Praia Brava, em Itajaí, são as praças no radar para receber os empreendimentos, que devem ser oficialmente lançados em breve.

Em outra frente, a FG também projeta a construção de quatro resorts de luxo com bandeiras internacionais. Os futuros empreendimentos se juntam a um portfólio na hotelaria do grupo que já inclui o projeto de revitalização do Marambaia em Balneário Camboriú, o Fazzenda Park Resort em Gaspar e o Vila Germânica em Piratuba.

Veja projetos futuros da FG

— A construção civil sempre foi o meu foco, é o nosso cartão de visita, aquilo que nos posiciona. Mas a hotelaria tem um significado muito especial para mim. Os hotéis carregam algo que me move profundamente: são espaços de encontro, de família, de memória — diz Chico.

Além da hotelaria, a FG também está projetando a construção de malls, no formato open shopping, com foco em marcas de luxo e experiência. O primeiro deles, em Balneário Camboriú, integrará um empreendimento de 110 andares – três deles dedicados à operação do mall e outros três reservados a salas empresariais, além de pavimentos residenciais.

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Apesar de operacionalmente distintas, essas três frentes de atuação da FG – residencial, hotelaria e shopping – reservam semelhanças na construção civil que acabam se complementando dentro do negócio. Não é uma novidade para Chico: quando ainda era barbeiro, ele já havia incorporado atividades como alfaiataria e lanchonetes, que guardavam certa ligação entre si.

Hoje posicionada não apenas como uma grande construtora, mas também como plataforma de inovação no setor imobiliário, a FG colhe os frutos. Em 2025, a receita operacional líquida do grupo atingiu R$ 1,36 bilhão, com crescimento de 20%. O lucro líquido foi de R$ 503 milhões, com margem líquida de 37%. Atualmente, são 1,2 milhão de metros quadrados em desenvolvimento. A empresa também tem um estoque de terrenos que soma 4,5 milhão de metros quadrados, com potencial estimado em R$ 130 bilhões em valor geral de vendas (VGV).

Chico, hoje, está à frente do conselho de administração da FG – o comando executivo está com Jean – e continua atento a novas oportunidades:

— Desde pequeno, eu sempre pensei de forma muito simples: eu precisava fazer algo diferente, não podia seguir exatamente o mesmo caminho de todo mundo. Essa ideia foi ficando mais forte com o tempo e acabou guiando toda a minha trajetória.

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