Kraft Heinz tem um amplo portfólio de molhos e condimentos, incluindo produtos da marca Hemmer (Foto: Arquivo NSC Total)
Duas das maiores empresas de alimentos do mundo discutiram uma possível megafusão, mas as discussões não evoluíram. Segundo reportagem publicada nesta semana pelo jornal britânico Financial Times, a americana Kraft Heinz, dona da blumenauense Hemmer, e a britânica Unilever, que tem entre suas marcas a Hellmann’s, também de molhos, mantiveram até há pouco tempo negociações sobre uma possível junção de suas marcas.
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O potencial acordo juntaria o ketchup Heinz e a maionese Hellmann’s em uma mesma divisão, em um momento em que as duas gigantes do setor enfrentam dificuldades para reformular suas carteiras para atender mudanças nos gostos dos consumidores, conforme a reportagem. A possível fusão giraria em torno da área de alimentos da Unilever e a divisão de condimentos da Kraft Heinz, criando uma nova empresa que valeria dezenas de bilhões de dólares.
Para o Financial Times, a discussão sobre a possibilidade ressalta o tamanho das dificuldades que Kraft Heinz e Unilever enfrentam para lidar com a baixa demanda de consumidores que estão mais preocupados com a saúde e têm reduzido seus gastos com marcas de alimentos industrializados.
A publicação destaca que, ao longo da última década, a Unilever se afastou gradualmente do setor de alimentos e passou a dar mais ênfase a suas marcas de beleza e cuidados pessoais. O novo executivo-chefe da companhia, Fernando Fernández, não descartou a possibilidade de se desfazer de toda a divisão de alimentos ao ser indagado sobre suas intenções em dezembro.
Em setembro do ano passado, a Kraft Heinz anunciou a cisão dos negócios em duas companhias independentes e de capital aberto, confirmando rumores de uma divisão que já circulavam. Na época, a empresa disse que a separação buscava maximizar as capacidades e as suas marcas.
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Em fevereiro deste ano, porém, a Kraft Heinz informou que suspenderia os trabalhos relacionados à cisão e disse que investiria US$ 600 milhões no negócio de alimentos, em um movimento para tentar reverter a queda nas vendas. Ainda conforme o Financial Times, as conversas com a Unilever ocorreram pouco antes de a empresa anunciar esse aporte.
A Unilever disse ao Financial Times que não se manifestaria sobre o assunto e a Kraft Heinz não respondeu a pedidos de comentários.
Além da Hemmer: grandes empresas de Blumenau que foram vendidas
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A Artex foi incorporada nos anos 2000 pela Coteminas (Foto: Reprodução)
A Mega Transformadores foi comprada em 2000 pela multinacional sueco-suíça ABB (Foto: Reprodução)
A Eisenbahn foi comprada em 2008 pelo Grupo Schincariol. Depois, foi negociada com a japonesa Kirin até ser adquirida pela Heineken (Foto: Divulgação)
Em 2008 a francesa Areva, fornecedora de equipamentos de energia, comprou a Waltec, que mais tarde passaria a integrar a Schneider Electric (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Em 2010 a Wheb Sistemas, fabricante de softwares de gestão de saúde, foi comprada pela multinacional Philips (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
A Dudalina foi vendida em 2013 para fundos americanos e um ano depois acabou comprada pela Restoque, hoje Veste S.A (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Desde setembro de 2016 a Bermo, fabricante de válvulas e equipamentos industriais, faz parte do Grupo ARI Armaturen, da Alemanha (Foto: Divulgação)
A Baumgarten não foi vendida, mas em 2016 anunciou uma fusão com duas empresas alemãs que deu origem à All4Labels (Foto: Divulgação)
Em 2017, a CM Hospitalar, dona do Grupo Mafra (atual Viveo), anunciou a compra da Cremer (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial, BD)
Desenvolvedora de softwares de gestão logística, a HBSIS foi comprada em 2019 pela cervejaria Ambev (Foto: Divulgação)
Em março de 2021, a Viveo comprou o Grupo FW, fabricante de lenços umedecidos e dona da marca Feel Clean (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Cia. Hering aceitou uma proposta de compra do Grupo Soma (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Hemmer foi comprada pela multinacional Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, NSC Total, BD)
A Unimestre, que desenvolvia sistemas de gestão educacional, foi comprada em outubro de 2021 pela Plataforma A+ (Foto: Divulgação)
Em 2021 a fintech PagueVeloz aceitou uma proposta de compra feita pela Serasa (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)
A agência de marketing digital A7B foi comprada em 2021 pela Adtail, empresa gaúcha do mesmo ramo (Foto: Divulgação)
Em 2021, o Laboratório Hemos foi comprado pelo Grupo Sabin, uma das principais empresas de medicina diagnóstica do Brasil (Foto: Divulgação)
Em 2021, a startup Velo foi comprada pela QuintoAndar, plataforma de moradia (Foto: Reprodução)
Em dezembro de 2021, a marca Sulfabril foi arrematada em leilão pela companhia têxtil catarinense Lunelli (Foto: Lucas Amorelli, BD)
A Movidesk, que oferece soluções tecnológicas de atendimento e suporte a clientes, foi comprada em dezembro de 2021 pela companhia gaúcha Zenvia (Foto: Divulgação)
Em 2021, a fabricante de etiquetas, tags e acessórios de moda Tecnoblu foi comprada pela canadense CCL Industries (Foto: Divulgação)