Membros da família Hering querem voltar a controlar a marca, hoje sob o guarda-chuva da Azzas 2154, tornando ela independente de novo, segundo informação divulgada nesta terça-feira (23) pelo Pipeline, site de negócios do Valor Econômico.

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De acordo com a publicação, um grupo de acionistas que detém 11% do capital da Azzas e é capitaneado pela família Hering contratou o BR Partners para intermediar as conversas, e o banco já teria feito uma primeira abordagem ao conselho e assessores financeiros da companhia.

Esse grupo estaria disposto a fazer uma proposta de compra da Hering ou aumentar a posição na empresa, dentro de um eventual processo de cisão de marcas. Neste caso, o negócio ocorreria por meio de troca dos papéis proporcionais nos demais ativos da Azzas, sem afetar outros acionistas minoritários, apurou o Pipeline.

A Azzas vive cenário societário delicado, com conflitos de governança e disputas entre seus dois principais sócios, e já contratou assessoria para avaliar uma possível venda da Farm, outra grife de peso do grupo.

A Hering, por sua vez, deixou de ter o DNA da família fundadora à frente da gestão pela primeira vez em 145 anos em outubro do ano passado, quando a Azzas anunciou a saída de Thiago Hering da linha de frente da unidade Basic – que tem justamente a grife dos “dois peixinhos” como carro-chefe.

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Na nova abordagem, a família ainda não apresentou uma proposta, mas disse ao conselho da Azzas que está trabalhando nisso, acrescentou o Pipeline. À publicação, a Azzas disse que não comenta especulações de mercado e afirmou que a Hering não está à venda.

Reviravolta

Uma eventual operação dessa natureza representaria uma verdadeira reviravolta na história recente da Hering. Em abril de 2021, o conselho da companhia rejeitou uma proposta de compra de R$ 3,3 bilhões da Arezzo, do empresário Alexandre Birman – hoje o presidente da Azzas. Na época, a oferta foi considerada “ruim” internamente.

Duas semanas depois, no entanto, a empresa aceitou uma outra oferta, maior, do Grupo Soma, na casa dos R$ 5 bilhões. O destino, no entanto, acabaria unindo Arezzo e Soma três anos mais tarde, em uma fusão que sacudiu o mercado da moda mas que, até agora, tem se revelado confusa e sem capturar as sinergias que se esperava inicialmente.

No primeiro trimestre deste ano, o conjunto de marcas da Hering registrou queda de 19% na receita.

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