“Inconsistências” e “inadequações relevantes” em informações contábeis e societárias antigas levaram a Teka, gigante catarinense de cama, mesa e banho, a atrasar a entrega de informações periódicas exigidas a empresas de capital aberto e que negociam ações na B3, a Bolsa de Valores brasileira.

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Os documentos pendentes se referem às informações trimestrais do primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras do último ano. O prazo regulamentar se encerrou no dia 31 de março.

Em fato relevante divulgado no início do mês, a Teka avisou acionistas e ao mercado que não teria condições de entregar a documentação por ter identificado problemas em informações de períodos anteriores ao da atual diretoria estatutária, que assumiu a gestão da empresa em 18 de junho de 2025.

Segundo a companhia, essas inconsistências demandam reprocessamento e ajuste dos valores comparativos apresentados nas demonstrações financeiras, em conformidade com pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“O saneamento dessas inconsistências – que envolve a revisão de registros contábeis, a reconstrução de controles internos e o realinhamento das informações divulgadas ao mercado – é condição necessária para que as demonstrações financeiras do exercício de 2025 reflitam com fidedignidade a real situação patrimonial e financeira da companhia”, disse a Teka no comunicado.

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A Teka também informou a contratação de uma nova empresa de auditoria independente, a Forvis Mazars, que está em fase final do processo de revisão das demonstrações financeiras.

“A conclusão desse processo, com o rigor técnico necessário, demanda prazo adicional”, alegou a companhia.

A companhia de Blumenau disse ainda que manterá o mercado informado sobra a data prevista para a entrega das informações assim que for possível estabelecer o cronograma de conclusão dos trabalhos.

Como é a fábrica da Teka em Blumenau

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