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Economia

Indústria têxtil e do vestuário do Brasil fecha 71 mil vagas de trabalho no primeiro semestre

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Por Pedro Machado
12/08/2020 - 13h46
Produção têxtil
Produção têxtil despencou 22% entre janeiro e junho (Foto: Lucas Correia, BD)

Sob forte impacto da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a indústria têxtil e de confecção do Brasil encerrou o primeiro semestre de 2020 com perda de 71 mil empregos formais. A produção têxtil despencou 22% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, e a produção e o varejo do vestuário recuaram, respectivamente, 36,6% e 38,6% no período. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (12) pela Abit, associação nacional que representa o segmento.

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O balanço do setor também revela queda de 8,44% no volume, em toneladas, de exportações e de 23,75% nas importações de têxteis e confeccionados no primeiro semestre. As compras externas de vestuário, também em toneladas, apresentaram retração de 25,73% e as importações de máquinas e equipamentos, em valores, retrocederam 19,12%. Os números negativos são reflexo da pandemia e das consequentes medidas de distanciamento social, analisou o presidente da Abit, Fernando Pimentel:

— Com o fechamento do comércio, tivemos a interrupção das atividades fabris e, dentro desse contexto, os resultados foram muito ruins.

Os números só não foram piores, acrescentou Pimentel, porque muitas empresas do ramo aderiram a acordos trabalhistas autorizados pela Medida Provisória 936, que permitiu suspensão de contratos e redução de jornada e salário. O cenário apresentou sinais de melhora em junho, mas aquém do necessário para recuperar os estragos. Ainda há muitos mercados em que a economia está sob restrições e não opera de maneira plena, lembrou o presidente da entidade.

Como temas urgentes para o enfrentamento da crise, a Abit listou a necessidade de o crédito chegar na ponta, ampliação de acordos internacionais e programa de renegociação de dívidas com a União, além das reformas tributária e administrativa.

Melhora só em 2021

A seguir no atual ritmo, a expectativa da Abit é de que a produção do segmento feche o ano com queda de 19,5%. As vendas internas devem recuar 19%. Importações (-18%) e exportações (-5,1%) também apresentarão baixas. O setor deve fechar o ano, nas contas da entidade, com quase 80 mil vagas de emprego formal eliminadas.

A perspectiva de melhora é apenas para “meados do ano que vem”, segundo Pimentel. Para 2021, a projeção é de alta de 8,1% na produção e de 6,8% nas vendas internas, com geração de 17 mil postos de trabalho.

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