A montadora de carros General Motors (GM), que mantém em Joinville uma fábrica de motores, fechou uma parceria com a Lockheed Martin, fabricante americana do setor aeroespacial, com foco na produção de armamentos e munições para a indústria de defesa dos Estados Unidos. A colaboração entre as duas companhias, facilitada pelo Departamento de Guerra americano, segundo comunicado, foi anunciada nesta terça-feira (16).

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As empresas assinaram um memorando de entendimentos para explorar, conforme o documento, “oportunidades para acelerar a entrega de capacidades e inovações críticas, combinando a experiência da Lockheed Martin em produção de defesa com as capacidades industriais avançadas da General Motors em manufatura comercial de alta escala e engenharia”.

Segundo o acordo proposto, a GM produziria peças de uso comum para ajudar a Lockheed Martin a aumentar a produção de munições, segundo divulgou primeiramente o The Wall Street Journal.

O acordo envolve a GM Defense, subsidiária de produtos militares da GM. A colaboração entre as empresas se concentrará em três áreas: fortalecimento das cadeias de suprimentos de defesa, avanço das capacidades de manufatura e design e avaliação de oportunidades para expandir a capacidade de produção por meio de experiência e infraestrutura de manufatura comercial.

“A segurança dos Estados Unidos depende não apenas do desenvolvimento de tecnologias avançadas, mas também de nossa capacidade de produzi-las de forma rápida, confiável e em escala”, disse em nota Frank St. John, diretor de operações da Lockheed Martin.

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A colaboração, segundo o executivo, “reúne dois líderes da indústria manufatureira e da inovação americanas para explorar novas maneiras de fortalecer a base industrial de defesa, expandir a capacidade de produção e acelerar a entrega de recursos essenciais para os Estados Unidos e seus aliados”, acrescenta o comunicado.

A parceria surge em um momento, destacou o The Wall Street Journal, em que os estoques de armas dos Estados Unidos diminuíram devido aos conflitos na Ucrânia e no Irã. O governo Trump e o Pentágono têm pressionado os fabricantes de defesa para acelerar a produção, ao mesmo tempo em que buscam incorporar fabricantes não tradicionais à cadeia de fornecimento, segundo a publicação.

Este não é um movimento incomum para a indústria automobilística. Nos anos 1940, fabricantes de veículos dos Estados Unidos chegaram a adaptar a capacidade industrial para apoiar o país durante a Segunda Guerra Mundial, em um movimento que ficou conhecido como o “Arsenal da democracia”, lançado pelo então presidente Franklin Roosevelt.