Com salários e rescisões atrasados, trabalhadores da Coteminas de Blumenau, representados pelo sindicato da categoria (Sintrafite), fizeram barulho na porta da Federação das Indústrias de São Paulo na manhã desta terça-feira (6). Uma comitiva foi até a capital paulista cobrar do presidente da empresa, Josué Gomes, que também dirige a entidade, uma solução para o impasse.

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O movimento surtiu efeito: depois que a manifestação já havia começado, o sindicato recebeu a informação de que o empresário iria receber os trabalhadores para uma conversa olho no olho. Foi a primeira vez que os dirigentes sindicais estiveram frente a frente com Gomes desde que a Coteminas começou a enfrentar problemas financeiros, que culminaram com a demissão de pouco mais de 700 funcionários de Blumenau.

No encontro, o Sintrafite diz ter ouvido de Gomes que a Coteminas vive situação delicada e que não há crédito em caixa para pagar os trabalhadores. Segundo o presidente do sindicato, Carlos Alexandre Maske, boa parte das rescisões feitas em 2023, que foram parceladas, não está sendo paga. Além disso, os salários de dezembro e janeiro estão atrasados.

Aos trabalhadores, Gomes disse ter o compromisso de pagar os ex-funcionários e que está tentando vender alguns ativos para honrar com os acordos. Segundo Maske, não foram apresentadas garantias e nem dado prazos para a situação ser regularizada. O presidente da Coteminas, no entanto, deu um “recebido” em um ofício entregue pela entidade que lista as cobranças.

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— Deixamos claro que não vamos desistir. Se ele não se agilizar para tentar resolver o problema o quanto antes, vamos voltar a protestar aqui na frente da Fiesp — disse o dirigente à coluna.

Detalhes de possíveis negócios da companhia com Shein, que chegou a emprestar R$ 100 milhões para a companhia têxtil, não foram tratados na reunião.

A situação da Coteminas é turbulenta não apenas em Blumenau. A empresa também demitiu funcionários nas fábricas de Montes Claros (MG), sede da empresa, e João Pessoa (PB).

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