Sistema é usado por mais de 2 mil clientes na América Latina (Foto: Philips, Divulgação)
Criado em Blumenau, o Tasy, software de gestão hospitalar que atende mais de 2 mil clientes na América Latina, terá um novo dono. A multinacional holandesa Philips chegou a um acordo para vender o negócio para a Bionexo, fornecedora líder de soluções de tecnologia de saúde baseadas em nuvem. O valor do negócio, fechado no fim de 2025, é de 161 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão.
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Já era de conhecimento do mercado que a Philips tinha interesse em se desfazer do Tasy, um braço do negócio que, globalmente, representa um volume pequeno nas receitas da companhia. Em setembro do ano passado, vieram à tona informações de que a empresa já havia contratado agentes financeiros para assessorar uma possível venda.
O valor negociado se aproxima da avaliação inicial feita pela Philips pelo ativo. O Tasy nasceu com a antiga Wheb Sistemas, uma empresa de Blumenau adquirida pela Philips em 2010. É uma plataforma de prontuário eletrônico usada principalmente em hospitais para monitorar pacientes e otimizar fluxos de trabalho clínicos e processos administrativos.
A transação ainda está sujeita a aprovações regulatórias e deve ser concluída antes do final do segundo trimestre deste ano.
Em nota, a Philips disse que a operação “apoia o foco estratégico” da empresa “em soluções de tecnologia de saúde escaláveis globalmente”. A companhia também acrescentou que tanto ela quanto a Bionexo “estão comprometidas em garantir a continuidade para os clientes do Tasy, que não precisam tomar nenhuma medida nesse momento”.
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A presença estabelecida da Bionexo no Brasil, Argentina, Colômbia e México e sua extensa rede de clientes do sistema de saúde oferecerão novas oportunidades para a solução na região, acrescenta a nota.
O centro tecnológico da Philips em Blumenau se dedicava principalmente ao desenvolvimento do Tasy. A companhia ainda não se manifestou sobre como ficará a unidade a partir da operação.
Relembre grandes empresas de Blumenau que foram vendidas
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A Artex foi incorporada nos anos 2000 pela Coteminas (Foto: Reprodução)
A Mega Transformadores foi comprada em 2000 pela multinacional sueco-suíça ABB (Foto: Reprodução)
A Eisenbahn foi comprada em 2008 pelo Grupo Schincariol. Depois, foi negociada com a japonesa Kirin até ser adquirida pela Heineken (Foto: Divulgação)
Em 2008 a francesa Areva, fornecedora de equipamentos de energia, comprou a Waltec, que mais tarde passaria a integrar a Schneider Electric (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Em 2010 a Wheb Sistemas, fabricante de softwares de gestão de saúde, foi comprada pela multinacional Philips (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
A Dudalina foi vendida em 2013 para fundos americanos e um ano depois acabou comprada pela Restoque, hoje Veste S.A (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Desde setembro de 2016 a Bermo, fabricante de válvulas e equipamentos industriais, faz parte do Grupo ARI Armaturen, da Alemanha (Foto: Divulgação)
A Baumgarten não foi vendida, mas em 2016 anunciou uma fusão com duas empresas alemãs que deu origem à All4Labels (Foto: Divulgação)
Em 2017, a CM Hospitalar, dona do Grupo Mafra (atual Viveo), anunciou a compra da Cremer (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial, BD)
Desenvolvedora de softwares de gestão logística, a HBSIS foi comprada em 2019 pela cervejaria Ambev (Foto: Divulgação)
Em março de 2021, a Viveo comprou o Grupo FW, fabricante de lenços umedecidos e dona da marca Feel Clean (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Cia. Hering aceitou uma proposta de compra do Grupo Soma (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Hemmer foi comprada pela multinacional Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, NSC Total, BD)
A Unimestre, que desenvolvia sistemas de gestão educacional, foi comprada em outubro de 2021 pela Plataforma A+ (Foto: Divulgação)
Em 2021 a fintech PagueVeloz aceitou uma proposta de compra feita pela Serasa (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)
A agência de marketing digital A7B foi comprada em 2021 pela Adtail, empresa gaúcha do mesmo ramo (Foto: Divulgação)
Em 2021, o Laboratório Hemos foi comprado pelo Grupo Sabin, uma das principais empresas de medicina diagnóstica do Brasil (Foto: Divulgação)
Em 2021, a startup Velo foi comprada pela QuintoAndar, plataforma de moradia (Foto: Reprodução)
Em dezembro de 2021, a marca Sulfabril foi arrematada em leilão pela companhia têxtil catarinense Lunelli (Foto: Lucas Amorelli, BD)
A Movidesk, que oferece soluções tecnológicas de atendimento e suporte a clientes, foi comprada em dezembro de 2021 pela companhia gaúcha Zenvia (Foto: Divulgação)
Em 2021, a fabricante de etiquetas, tags e acessórios de moda Tecnoblu foi comprada pela canadense CCL Industries (Foto: Divulgação)