Um grupo de ex-funcionários da Cristal Blumenau, que teve a falência decretada em 2022, corre o risco de não receber valores de dívidas deixadas pela empresa. O motivo: eles simplesmente não foram localizados para que os pagamentos sejam feitos.

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A curiosa situação envolve pelo menos 77 credores trabalhistas da companhia, que foi uma icônica fabricante de taças e copos de cristal – uma das antigas referências do ramo no Brasil. Juntos, eles ainda têm direito a um valor somado de R$ 51 mil. Outros credores já receberam.

O problema não é falta de recurso. Há dinheiro no caixa da massa falida reservado para isso, arrecadado com os leilões do terreno da antiga fábrica e da marca homônima. A questão é que esses credores não foram localizados pela administradora judicial da empresa ou não informaram dados bancários para o depósito.

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Fotos mostram como era a produção da Cristal Blumenau antes da falência

Como essa turma não apareceu, o escritório Ativa Administração Judicial, responsável pelo caso, informou que, seguindo determinação do juízo, dará continuidade aos pagamentos das dívidas da massa falida, sugerindo a destinação de R$ 62 mil para a quitação de dívidas tributárias. Entre os credores dessa classe estão a prefeitura de Blumenau e os governos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Pela natureza do processo, os ex-funcionários “sumidos” não perdem o direito de receber os valores. Mas, se aparecerem tarde demais, pode não haver mais dinheiro disponível para eles.

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Aliás

A lista de créditos trabalhistas da Cristal Blumenau ainda pendentes de pagamento tem valores irrisórios – um dos ex-funcionários tem a receber míseros R$ 2,81, enquanto em vários outros casos a dívida é inferior a R$ 100. A baixa quantia pode ser um indicativo do “sumiço” geral.

Por outro lado, um dos credores têm a receber cerca de R$ 4 mil, o que para muitos trabalhadores seria sinônimo de um 14º salário.

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