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    Transporte coletivo

    Tarifa de ônibus em Blumenau será de R$ 4,30 em dinheiro vivo e de R$ 4,28 no cartão

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    Por Pedro Machado
    28/11/2019 - 20h56
    Tarifa de ônibus
    Foto: Patrick Rodrigues, BD

    A passagem de ônibus em Blumenau terá mesmo preços diferenciados. A Câmara de Vereadores aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que institui a chamada tarifa embarcada no transporte coletivo da cidade. A coluna já havia antecipado o assunto na quarta-feira e alertado que o tema poderia desembarcar no Legislativo e ser votado em regime urgentíssimo, como ocorreu.

    Vai funcionar assim: quem paga em dinheiro vivo, ao cruzar a catraca, terá de desembolsar R$ 4,30. Este é o valor apurado pela Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir) no cálculo de reajuste divulgado na última semana. Quem usa o cartão da Blumob dele terá debitado R$ 4,28. Esta é quantia equivalente à "tarifa técnica" levantada pela agência — que, por uma questão de troco, arrendondou o valor no embarque para cima, para R$ 4,30.

    No início da noite desta quinta-feira a prefeitura divulgou que o reajuste passará a valer apenas no dia 10 de dezembro, e não mais no dia 1º como determinava a decisão da Agir. É que, antes disso, a população precisa ser avisada com 10 dias de antecedência sobre os valores. A nova tarifa será fixada nos veículos do transporte coletivo no próximo sábado (30).

    Ainda que mínimo, esse desconto de dois centavos beneficiará 70% dos usuários do transporte de Blumenau, segundo a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes. É o pessoal que usa o cartão. Outros 30% ainda pagam em dinheiro, percentual que já vem em queda e tende a diminuir ainda mais com o estímulo à bilhetagem eletrônica.

    No fim das contas, a medida abre espaço para a retomada de uma outra discussão, mais polêmica, que é a existência de cobradores dentro dos coletivos. O assunto nunca saiu do radar. A lógica é de que com menos gente pagando a tarifa em dinheiro vivo a presença deles seja menos demandada. Há uma lei municipal que obriga os ônibus a contarem com esses profissionais, e todas as sinalizações já feitas para alterá-la sempre encontraram forte resistência do sindicato da categoria.

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