O conselho de administração da Tupy deliberou, por maioria de votos, que todos os nove candidatos a membros titulares do colegiado da empresa atendem aos critérios da política de indicações e os requisitos de independência da multinacional catarinense. A decisão, com base na manifestação do comitê de pessoas, cultura e governança, foi comunicada em fato relevante divulgado nesta terça-feira (13).
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A lista de candidatos para o conselho inclui o atual ministro da Defesa do governo Lula, José Múcio. A indicação veio do BNDESPar – braço de investimentos do BNDES e maior acionista da Tupy, com uma fatia de 30,7% – após a renúncia do conselheiro Marcio Spata, também indicado pelo banco.
A indicação de Múcio provocou reações internas, com críticas de membros do colegiado a uma troca no meio do mandato. Um bastidor apurado pelo jornal Valor Econômico, em reportagem publicada em dezembro, revelou que, embora também fosse uma indicação do BNDESPar, Spata não era um quadro político e já estava internalizado no processo decisório da companhia. Um conselheiro disse que a renúncia dele abriria espaço para “mais uma indicação política”.
No mesmo fato relevante publicado na terça, a Tupy aprovou a convocação de assembleia geral extraordinária para o dia 13 de fevereiro, que vai deliberar sobre a eleição dos conselheiros, incluindo Múcio e outros oito membros que já ocupam a função. A pauta prevê ainda propostas de alteração do estatuto social da empresa, incluindo requisitos mínimos de elegibilidade para o conselho e definição dos membros do colegiado a partir de eleições futuras.
Indicações anteriores do BNDESPar para o conselho da Tupy, como a dos ministros Anielle Franco e Carlos Lupi, já haviam gerado burburinhos no mercado em 2023, com questionamentos sobre um eventual componente político na escolha dos nomes.
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