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Crise institucional

Vice-presidente da Unimed Blumenau renuncia e cita "misoginia" e "discriminação"

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Por Pedro Machado
15/07/2021 - 10h00 - Atualizada em: 16/07/2021 - 07h37
Crise surge em meio às celebrações dos 50 anos de atuação da cooperativa na cidade
Crise surge em meio às celebrações dos 50 anos de atuação da cooperativa na cidade (Foto: Artur Moser, BD)

Uma carta de renúncia da vice-presidente da Unimed Blumenau, Irene Wiggers, desencadeou uma crise em meio às celebrações dos 50 anos da cooperativa, que tem cerca de 800 médicos cooperados e atende em torno de 120 mil beneficiários na região. No documento, enviado a um grupo de médicos, Irene diz que “persistir nesse ambiente tóxico está insustentável”.

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No texto, a médica, especializada em radiologia, diz que é integrante da cooperativa há 33 anos, 12 deles com participação direta ou indireta na gestão. Em tom crítico, ela alega que a entidade estaria sendo “tratada como objeto de disputa política e de poder pessoal por seus principais dirigentes”.

Irene diz que “faltam os princípios da boa governança” e que “princípios cooperativistas de equidade, gestão democrática, preocupação com a comunidade, neutralidade política, religiosa, de raça e gênero, incluindo aqui o tema tão atual da inclusão da diversidade, estão demasiadamente longe do que observo nas práticas da cooperativa”.

A médica diz se sentir “discriminada, obstruída e atingida pela misoginia no exercício das minhas funções como membro da diretoria executiva”.

Contrapontos

A coluna não conseguiu contato com a médica para comentar o assunto na manhã desta quinta-feira (15).

A Unimed Blumenau informou à noite que recebeu o pedido de renúncia da vice-presidente durante reunião do Conselho de Administração e que "embora lamente, acata a decisão tomada". A cooperativa também enviou uma nota com nove pontos de esclarecimento.

Entre eles, destacou que adota "uma gestão responsável e uma cultura organizacional pautada pela ética e pela transparência", com "processos de governança corporativa, gestão de riscos, compliance e controles internos". 

A Unimed também informou que 70% do quadro de colaboradores é composto por mulheres e que entre os princípios de governança "destacam-se a pluralidade, a inclusão, a diversidade, a responsabilidade social, a sustentabilidade, a liberdade política e de crença religiosa, repudiando todo tipo de discriminação ou preconceito". 

A cooperativa acrescentou ainda que "passa por auditorias externas periódicas para atestar a qualidade dos processos e da gestão".

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