“Fica inviável”, diz UFSC após corte de R$ 3 milhões no orçamento

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UFSC (Foto: Guto Kuerten, Arquivo NSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) terá que cortar gastos, suspender ou cancelar contratos e ficará com a situação “praticamente inviável” para manter a infraestrutura de ensino adequada. Esta é a posição secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC, Fernando Richartz, sobre o corte no orçamento da União de R$ 3 milhões para va instituição. A coluna conversou com ele sobre o assunto. 

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Qual o impacto dos cortes no funcionamento da UFSC?

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Esse veto de R$ 3 milhões, no caso da UFSC, representa mais de 50% do total do recurso de capital disponível para o ano de 2021. Assim, resta de Capital, após esse veto, 2,7 milhões para todo o ano de 2021. Para uma Universidade do porte da UFSC, que além de sua sede em Florianópolis, possui campi em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, e que oferece no total 120 cursos de graduação, mais de 150 cursos de pós-graduação e mais de 40 mil estudantes em todas as modalidades, fica praticamente inviável a realização dos investimentos necessários para manter a infraestrutura de ensino adequada na instituição.

Será possível compensar com emendas parlamentares?

Na UFSC, o orçamento de capital para 2020 foi de menos de 10% do que se tinha cinco anos atrás, passando de R$ 56 milhões em 2015 para R$ 5 milhões em 2020, para 2021, após esse novo corte, restam R$ 2,7 milhões. Em termos de emendas, a UFSC receberá R$ 1,25 milhões em 2021, valor que, frente aos mais de R$ 7 milhões recebidos em 2020, não é suficiente para repor, sequer, o veto imposto na LOA 2021, quem dera, as perdas orçamentárias de 2020 para 2021, que no custeio passou de R$ 140 milhões em 2020 para 115 milhões em 2021.

Alguma área, projeto ou serviço comprometido com esta medida?

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Sim, com esse orçamento em níveis tão baixos, todos os novos investimentos estão suspensos, contratos terão de ser renegociados ou suspensos, de modo a garantir a pandemia e que são necessários investimentos, em altos volumes, em especial na área de TI, mas, que nos níveis orçamentários atuais, ficam inviabilizados. Além disso, mesmo após a vacinação, investimentos em readequação de espaços físicos serão necessários para garantir a segurança de toda a comunidade que voltará a frequentar a instituição.

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