nsc
nsc

Saúde

Pandemia em Chapecó: a aposta alta do prefeito João Rodrigues

Compartilhe

Renato
Por Renato Igor
10/02/2021 - 08h54
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, durante anúncio de novas restrições na cidade
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, durante anúncio de novas restrições na cidade (Foto: Leandro Schmidt, Prefeitura de Chapecó)

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues , aposta alto no enfrentamento à pandemia. O estágio da doença na cidade é muito grave e o meio de enfrentamento escolhido é polêmico: tímidas restrições e transferência de pacientes.

>Com UTIs lotadas, Chapecó anuncia novas restrições para bares e eventos

Não se sabe se restrições mais rígidas trariam o resultado esperado. As pessoas estão cansadas e quem garante que a frequência em estabelecimentos formais não seria substituída por encontros particulares para festas, jantares e churrascos na casa de amigos e grandes grupos? Qual a eficácia de novas restrições se o comportamento das pessoas não mudar?

>Receba notícias de Florianópolis e região pelo WhatsApp

Mas, mesmo assim, é preciso conter a propagação do vírus e isso só será obtido com a redução da circulação das pessoas, as medidas preventivas e a vacina.

Há muitas dúvidas ainda e que a ciência não sabe a resposta. Imagina-se, mas concluir ainda é cedo.

O que explica esse aumento de casos em Chapecó?

O leitor e a leitora lembram que, na véspera do réveillon, o governo do Estado foi duramente criticado por professores e epidemiologistas por ter liberado 100% de ocupação dos hotéis, parque aquático e até baladas. Os especialistas previram um caos para janeiro. Não aconteceu o caos esperado, principalmente no litoral.

Há uma grande diferença entre a aposta alta feita pelo governador Carlos Moisés e a de agora, por João Rodrigues. Naquela ocasião, o Estado não vivia um colapso no atendimento. Chapecó já vive hoje esse momento.

Agora, há uma leitura de que os veranistas do oeste passaram a primeira quinzena no litoral e voltaram todos ao mesmo tempo para suas cidades, importando o vírus. É mais uma tese. O prefeito João Rodrigues aponta essa como a razão principal.

Pouco importa de onde veio o vírus, desde que não seja de uma cepa diferente, o efeito dele é o mesmo. Não significa nada dizer que o vírus veio do litoral. Que diferença faria se viesse do vizinho do prédio ou fosse contraído em ambiente coletivo em Chapecó? Nenhuma.

Parece até aquele discurso bairrista e xenofóbico que atenua um ato criminoso ao apontar que o bandido não é da cidade e “veio de fora”. Para a vítima não faz diferença alguma, ela foi roubada igual.

Desafio enorme, da mesma forma, é o fato de que a dificuldade de abertura de novos leitos é enorme pois não se conseguem equipes de profissionais para habilitá-los.

>Transporte marítimo da Grande Florianópolis terá embarcação para 960 passageiros; saiba o preço

Renato Igor

Colunista

Renato Igor

Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

siga Renato Igor

Renato Igor

Colunista

Renato Igor

Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

siga Renato Igor

Mais colunistas

    Mais colunistas