Santa Catarina tem um exemplo de relação republicana entre o Estado e o Governo Federal e que supera a polarização entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e Lula. Após a enchente que atingiu fortemente mais de 100 municípios catarinenses no mês de outubro, há uma aproximação técnica e colaborativa entre o Centro Administrativo e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. 

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A Secretaria de Planejamento (SC) procurou o órgão federal para pedir apoio na retomada do projeto Jica, a Agência Japonesa que fez um estudo apontando obras necessárias de prevenção às cheias, principalmente no Vale do Itajaí. 

Chuva trouxe prejuízo a Santa Catarina em outubro:

O documento foi concluído em 2014. Foram estabelecidas, à época, 22 obras prioritárias. Destas, apenas quatro foram realizadas: Barragem Oeste de Taió, o Canal Extravasor de Presidente Getúlio, Radar de Lontras e a sobrelevação da Barragem Sul de Ituporanga. Restam 18 que não saíram do papel. 

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Houve uma interlocução com a Embaixada do Japão e uma agenda está marcada para a próxima semana entre o secretário de Planejamento (SC), Edgar Usuy, e Aoki Issei, representante sênior da Jica no  Brasil.

— Nós queremos atualizar esse projeto e realizar as obras necessárias. Criamos no governo o grupo de trabalho Proteção Levada a Sério e a Jica será mais um ponto de informação nesse processo. Vamos ouvi-los, revisitar o estudo, ver se precisa atualizar e pensar em como executar. Queremos nos tornar mais resilientes às enchentes, mas também criar oportunidades — diz Usuy.

A intenção é que as novas barragens tenham outras funções além da necessária contenção das águas,  como gerar energia, abastecimento, irrigação, navegação e  pesca.

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