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    Vitória de Gean é resultado de gestão com entregas e fragilidade de adversários

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    Renato
    Por Renato Igor
    16/11/2020 - 09h49
    Gean Loureiro, prefeito reeleito de Florianópolis
    Gean Loureiro, prefeito reeleito de Florianópolis (Foto: Diorgenes Pandini/Diário Catarinense)

    O prefeito Gean Loureiro não teve adversário que lhe ameaçasse na eleição municipal. Quando o resultado é resolvido em primeiro turno com quase três vezes mais votos do que o segundo colocado, é sinal de que o eleitor validou a gestão municipal e quis resolver o pleito logo.

    >Reeleito, Gean diz que ‘programação é trabalhar em Florianópolis os quatro anos’

    A eleição municipal é a que sofre menor interferência externa. É a eleição do fator local. O prefeito tem que fazer esforço para não se reeleger, ainda mais quando se tem a máquina administrativa na mão e podendo entregar serviços diretamente ao eleitor. O eleitor avalia o seu bairro, a sua rua. Um asfalto onde antes se colocava o pé na lama faz a diferença. É o serviço de zeladoria. Posto de saúde funcionando e com médico, vaga em creche, cidade limpa e obras. É isso o que mais conta.

    Além disso, a campanha eleitoral de Gean Loureiro foi incomparavelmente superior aos seus adversários. Conseguiu mostrar as ações realizadas e dar um perspectiva de que tem muito mais por fazer.

    A esquerda, com o professor Elson, teve a dificuldade de ampliar a sua abrangência e conquistar eleitores. Fez a campanha baseada numa “cidade para todos” e “justiça social” - é pouco para conquistar novos eleitores além dos já convertidos. Acaba virando o samba de uma nota só.

    O eleitor de Pedrão, que na última eleição foi o vereador mais votado, deve ter ficado meio perdido com um político que cresceu com ideias novas, gestão moderna, proteção ao meio ambiente e ações sociais e foi parar num partido atrelado ao governo Bolsonaro. Dá um ar de que precisa se reposicionar.

    A campanha da deputada federal Angela Amin tentou lembrar dos feitos de uma prefeita numa boa gestão realizada por ela para um eleitor que não viveu naquela cidade - a população praticamente dobrou na comparação com aquele período.

    A denúncia contra Gean Loureiro de estupro de uma ex-funcionária no prédio da Secretaria de Turismo não colou no eleitorado. A percepção do eleitor foi mais pela tese da “armação” do que do suposto crime. A operação policial que investiga o secretário da fazenda de seu governo, da mesma forma, embora seja fato gravíssimo, não foi suficiente para abalar a campanha. É algo que merece ser esclarecido ainda.

    O eleitor reelege o prefeito que faz um bom serviço de zeladoria. Neste aspecto a cidade está bem administrada. Creches e postos de saúde podem não ser perfeitos, mas na média funcionam bem e há muitas reformas e prédios novos. Isso faz diferença.

    Entretanto, Florianópolis precisa avançar e muito em transparência. Recentemente, houve renúncia dos representantes do Observatório Social e das Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Conselho Municipal de Transparência e Combate à Corrupção. Reclamam dele não ser paritário e falta de vontade política com a transparência.

    Está aí um ponto onde Florianópolis pode e deve avançar mais.

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