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    Copa do Mundo 2022: as cinco razões para o Brasil ainda não ter um futebol campeão mundial

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    Por Roberto Alves
    10/10/2020 - 08h00
    Taça do Copa do Mundo 2022
    Com o início das Eliminatórias da Copa, começa a corrida pelo título da taça de campeão do mundo, no Catar, em 2022 (Foto: Betina Humeres/ BD)

    O Mundial de futebol, a maior competição esportiva do planeta, começa com a disputa das Eliminatórias. Já começou. O torcedor brasileiro tem uma grande preocupação. Não temos no momento futebol para o título. Sequer temos uma Seleção na boca do povo. Razões? Algumas a considerar, que enumero:

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    1) Não somos mais o melhor futebol do mundo por conta da exportação dos meninos muito cedo para o exterior. Não se vê mais um garoto de 16 anos já em Copa do Mundo, como Pelé, em 1958.

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    2) A velocidade e a força que o exterior imprimiu ao futebol nos fez acompanhá-lo e, com isso, perder o que tínhamos de melhor: a criatividade, o drible, a improvisação.

    3) Hoje um lateral não marca mais o ponta. Ao contrário. O ponteiro atacante está marcando o lateral, por conta da tal de reposição. Os técnicos chamados modernos e adiantados inverteram a ordem natural do futebol.

    4) Nossos técnicos foram para a Europa fazer estágio e aprender com eles o chamado futebol solidário, com esquemas mirabolantes, tirando a alegria de jogar do brasileiro.

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    5) Finalmente, num país de mais de 800 clubes profissionais de futebol, 11 mil atletas federados, e o que temos hoje no Brasil? Um time a considerar: o Flamengo. Craques? Temos que caçar na ponta do lápis para identificá-los. Para melhorar nosso futebol passamos a importar técnicos. Estamos longe de reconquistar o mundial de futebol. Vamos torcer para classificar.

    ELIMINATÓRIAS

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    O desempenho da Seleção Brasileira em Eliminatórias da Copa até hoje foi marcante em três ocasiões: 1954, 1970 e 1986, todos com 100% de aproveitamento. Em 2006 e 2010 penamos para classificar, com 63%. Mesmo sendo pentacampeão, só em duas Copas do Mundo atingimos 100% de aproveitamento, segundo dados publicados em várias obras sobre a Seleção Brasileira: em 1970 e 2002. Incrível que em 1958 e 1962, com o bicampeonato, ficamos com 91,06%.

    A MELHOR SELEÇÃO

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    Já escrevi sobre isso, mas é preciso lembrar que nas melhores seleções tínhamos Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Zito e Cia. Hoje temos quem de destaque na atual Seleção? Numa análise, por mais profunda que seja, haverá questionamentos em todas as posições. Até mesmo Neymar é olhado com alguma desconfiança. Não veremos mais uma Seleção com Pelé, Garrincha e Didi. Foi a melhor, claro, na minha opinião.

    UM EXEMPLO

    O grande artilheiro brasileiro em Copas do Mundo de futebol masuculino foi Ronaldo Fenômeno, com 15 gols em três edições disputadas. Pelé tem 12, em quatro, ainda que na Copa de 1966 ele tenha saído lesionado, logo na primeira fase. Entre os brasileiros, o terceiro é Vavá, em 1958 e 1962, e o quarto é Jairzinho, em 1970 e 1974. Temos no momento alguém parecido em qualidade com eles?

    FAVORITOS?

    Os de sempre, incluindo o Brasil, que lá fora ainda é respeitado pela história e pelo número de títulos. O mesmo ocorre com a Argentina e mais ninguém na América. A Europa monopoliza a atenção do mundo. França, Inglaterra, Alemanha e, por fora, Croácia e Bélgica, que surpreenderam na Copa da Rússia, em 2018. Podemos ter alguma surpresa, inclusive de algum país famoso no futebol não classificar.

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    TOQUE DO BOB

    Frases: se foi falado na Copa, entra para a história. Lembremos:

    “Minha geração não nasceu para ser campeã do mundo”, de Zico.

    “Fiz o gol com a minha cabeça e a mão de Deus”, de Maradona.

    “Telê deveria ter me levado à Copa de 1982. Mas eu tinha posições políticas e ele era reacionário”, de Reinaldo.

    “Somos os campeões morais desta Copa de 1978”, de Cláudio Coutinho.

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    “Essa coisa de campeão moral não existe”, de Roberto Dinamite.

    “Sou argentino de nascimento, peruano de coração. Acima de tudo está a minha reputação. O Peru pode confiar na minha honestidade”, de Ramon Quiroga, goleiro peruano em 1978, antes do jogo com a Argentina.

    “Caímos de pé”, de Quiroga, novamente, depois de levar 6 a 0.

    “A Holanda não me preocupa. Estou pensando é na final com a Alemanha”, de Zagallo, em 1974, antes de o Brasil ser eliminado pelos holandeses.

    “A Holanda é muito tico tico no fubá, que nem o América dos anos 1950”, de Zagallo, novamente em 1974.

    Isso é Copa do Mundo!

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