O prefeito Adriano Silva aponta a denúncia da semana passada como mais um “ataque político”. “Se a gente contar nos últimos dois meses, essa é a quarta tentativa de fazer uma CPI, de tirar o prefeito de sua cadeira, sempre buscando temas diferentes e infundados, sem qualquer justificativa para um ato que inquérito em relação ao prefeito”, alegou o prefeito de Joinville em live nas redes sociais, ainda na semana passada. As queixas também feitas em entrevista à Revista Crusoé.

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Na terça-feira, foi apresentada denúncia de descumprimento de lei municipal sobre displays de radares, apresentada em sessão na qual quatro vereadores governistas estavam ausentes. A representação foi arquivada por 8 votos a 7. Se tivesse sido aprovada, o prefeito, em tese, seria afastado temporariamente, e uma comissão processante seria aberta. O prefeito de Joinville considerou o movimento uma “tentativa de golpe”.

A oposição alegou que cumpriu a legislação e a Câmara fez nota nesse sentido, de cumprimento da lei, ainda que não feito pedido de retratação do prefeito, solicitado por parte dos vereadores oposicionistas. Os “ataques políticos” anteriores, conforme avaliação do governo municipal, são referentes à saúde, aluguel de imóvel pela Águas de Joinville e segurança em escolas.

Das três situações, em uma delas uma CPI esteve perto de ser formada. Com o objetivo de investigar as filas, falta de medicamento e ações de enfrentamento da dengue, a oposição conseguiu o número de assinaturas necessárias para abrir a apuração, mas recuou e apoiou a instalação de comissão especial. Naquele momento, em abril, o prefeito mudou o comando da Secretaria de Saúde.

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Em relação à segurança em escolas, o governo Adriano Silva desconfia que houve movimentos tentar criar uma CPI, paralela à comissão especial sobre o mesmo tema. Naquele momento, o regimento interno ainda possibilitava que uma comissão de investigação tivesse o mesmo tema de uma comissão especial (como ocorreu na saúde). Com o novo regimento, não é mais possível. Após o ataque em Blumenau, a Câmara montou uma comissão especial para vistoriar as escolas e centros de educação infantil, em trabalho na reta final. Os vereadores estão apresentando sugestões para reforçar a segurança.

A outra situação em que foi considerada pela prefeitura de Joinville como tentativa de desgaste por meio de abertura de CPI foi a contratação de prédio pela Águas de Joinville para atendimento dos consumidores, na área central. O contrato é de R$ 6,2 milhões, por locação durante dez anos. Foram prestados esclarecimentos aos vereadores, inclusive pelos locatórios. Não houve protocolo de pedido de CPI.

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