Desconto na venda das edificações também ajudou a assegurar a preservação de antiga cervejaria em Joinville como complexo cultural, a atual Cidadela Cultural Antarctica. A reforma e utilização do espaço ainda não foram realizadas, mas continuam nos planos. A história de 25 anos atrás é contada em anexo incluído na documentação para a concessão do complexo para a iniciativa privada, processo ainda em andamento. Será a partir dessa futura mudança de gestão que a prefeitura pretende cumprir a decisão judicial que determinou a restauração do imóvel e ocupação como espaço cultural e de lazer.
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A prefeitura de Joinville comprou o complexo em março de 2001, três anos após a Antarctica encerrar a produção de cerveja no local. A aquisição dos prédios na rua Quinze de Novembro foi por R$ 2,1 milhões, em valores da época, incluindo as instalações, maquinário e outra área próxima, na rua Padre Anchieta, de onde vinha a água usada na produção – foi a qualidade dessa fonte que deu fama à cerveja de Joinville.
O montante da compra pela prefeitura já veio com desconto, desde que o prédio principal fosse destinado para sempre (“ad aeternum”) ao “Complexo Cultural Antarctica””, o que também assegurou a manutenção do nome da cervejaria”. Em 2002, até houve alteração, para “Cidadela Cultural Antarctica”, mas sem alteração do propósito inicial, de uso como espaço cultural e manutenção do nome da cervejaria. A denominação se mantém até hoje.
A produção de cerveja no local começou em 1899, com outras instalações. Em 1925, já como Cervejaria Catharinense, o complexo passou por ampliação. A empresa foi a maior cervejaria de Santa Catarina à época, com a fabricação de 18 mil hectolitros por ano. A venda para a Antarctica foi em 1948. A fábrica passou por mais reformas e ampliações até 1998, quando a produção foi encerrada.
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