Criado há 17 anos, o Parque Caieira está perto de ganhar o plano de manejo, o conjunto de regras sobre a preservação e utilização de uma unidade de conservação. A área de quase 150 hectares é de proteção integral por causa dos mangues e restingas, além de sambaqui. O espaço ainda mantém parte dos fornos (caieiras) usados na fabricação de cal por meio das jazidas de conchas, em atividade iniciada no final do século 19 e encerrada na década de 1940.

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Neste momento, está aberto o período de apresentação de sugestões (consulta pública) sobre o plano de manejo da área na zona Sul de Joinville vizinha da Lagoa do Saguaçu. A versão preliminar do plano sugere a manutenção de 78% da área de manguezal sem permissão para nenhum uso, com proteção integral. Somente pesquisas podem ser realizadas e as visitas têm restrições.

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A zona de infraestrutura, com 4,3 hectares, poderá ser usada para instalação de equipamentos públicos para a visitação. Pela legislação, os usos permitidos são estacionamento, lanchonetes, playground, quiosques, sanitários, centro de visitantes, auditório e museu natural etc., conforme descrição do plano de manejo.

Na zona de conservação, com 16 hectares, é possível a instalação de trilhas e realização de programas ambientais, entre outras intervenções. Nessa área, equivalente a 11% do parque, houve atividades econômicas no passado. O plano de manejo prevê ainda a zona de adequação, para recuperação ambiental, e as zonas arqueológicas, em diferentes modalidades. Ainda sujeito a alterações, plano deve começar a ser adotado ainda em 2021.

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