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    TRANSPORTE COLETIVO EM OUTUBRO

    Ônibus têm mais passageiros em Joinville, mas movimentação segue distante do pré-pandemia

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    Saavedra
    Por Saavedra
    16/10/2020 - 10h31
    Transporte coletivo em Joinville opera com limite de 50% da capacidade dos ônibus
    Transporte coletivo em Joinville opera com limite de 50% da capacidade dos ônibus (Foto: Mauro Schlieck, arquivo pessoal)

    A movimentação no transporte coletivo em Joinville está registrando reação em outubro, mas o contingente de passageiros ainda está distante do período anterior à pandemia, em março. A média de usuários pagantes está subindo para 42 mil por dia (passa de 45 mil diários se incluídas as gratuidades), após ter ficado perto de 40 mil no mês passado. No entanto, antes da pandemia, eram 105 mil passageiros pagantes por dia em média, chegando a 120 mil se incluídas as gratuidades. A suspensão das aulas presenciais é um dos principais motivos da queda na movimentação.

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    Como há menor número de linhas e de veículos, assim como houve adesão das empresas de ônibus à redução das jornadas de trabalho dos funcionários, os custos operacionais caíram. Mas, em uma estimativa, são necessários pelo menos 60 mil passageiros por dia para bancar essas despesas. Tal movimentação não deverá ser alcançada a curto prazo.

    Em Joinville, o limite de capacidade de uso dos veículos é de 50% da capacidade de cada ônibus. Se a cidade e região passarem da situação “grave” para “alto” na matriz de risco do governo do Estado, o que deve ocorrer ainda em outubro, o limite pode ser ampliado para 60%. A expansão reduz custos porque há necessidade de colocar menos ônibus extras nos horários de pico, afinal, mais passageiros podem ser transportados por um mesmo veículo.

    As empresas de ônibus e a prefeitura de Joinville estão travando disputa judicial por causa das perdas do transporte coletivo durante a pandemia. Por causa de decisão judicial com determinação de reequilíbrio do contrato, foi pago R$ 1,68 milhão pelo município às empresas, em montante referente aos meses de agosto e setembro. Prejuízos anteriores estão sendo cobrados em outras ações. Eventuais perdas futuras também estão com previsão de pagamento, caso as decisões judiciais sejam mantidas.

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