A apresentação de opções de novas estradas de acesso no estudo de viabilidade mostra que a proposta para a construção da ponte da Vigorelli, uma obra ainda distante de sair do papel, analisa a passagem de caminhões de maior porte. A abertura de novas vias de acesso seria uma forma de desviar o trânsito dos veículos das regiões mais urbanizadas. No entanto, ainda não é uma questão definida.
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Imagens da Vigorelli
O tráfego mais pesado também é um dilema para o futuro da ponte: a passagem dos veículos reforça a necessidade da estrutura, afinal, será nova ligação com uma região portuária, em Itapoá, mas implica em adequações na mobilidade, como novas rotas de acesso, entre outras demandas. O tema terá de ter um encaminhamento nos próximos meses, quando as prefeituras de Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva, em conjunto com a Amunesc, vão decidir as diretrizes finais do estudo de viabilidade em andamento.
Neste momento, a eventual construção da ponte entre a Vigorelli (Joinville) e a parte continental de São Francisco do Sul, sobre a baía da Babitonga, não tem nenhuma estimativa de início das obras. Há um Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) iniciado no ano passado. Há ainda as etapas de projeto, licenciamento ambiental, e, principalmente, encontrar uma fonte de recursos – as conversas sobre financiamento com o Banco Mundial ainda são preliminares.
As opções de novos traçados incluem a abertura de vias, como forma de desviar o trânsito de veículos mais pesados das regiões mais urbanizadas. Em Joinville, as alternativas seriam contornos ao Norte, na região dos bairros Vale Verde e Marinas, e ao Sul, a partir da região do Aventureiro. As propostas preveêm a passagem pela estrada João de Souza Mello e Alvim (via de acesso ao Vigorelli) somente no trecho final.
Do lado de São Francisco do Sul, há sugestão de nova via, em alternativa na passagem pela Vila da Glória. A atual estrada faz a ligação da parte continental de São Francisco do Sul com o Sul de Itapoá, na região portuária da cidade. Da BR-101, em Joinville, até o setor de portos de Itapoá, são 45 km de rota, com travessia por ferryboat na Babitonga.
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Atualmente, o traçado não é utilizado por tráfego de caminhões para a região portuária. O acesso é pelas SCs 416 e 417, a partir de Garuva, junto à BR-101. A nova rota pela Vigorelli poderá ser usada um dos motivos para a construção da ponte, além do turismo e a ligação mais rápida entre as comunidades. Mas vai implicar em mais investimentos em mobilidade. Na próxima semana, o trabalho elaborado até agora do EVTEA será apresentado na prefeitura de Joinville. O tema do tráfego pesado poderá ser discutido, ainda que a decisão venha a ser tomada mais adiante.
Ponte de Guaratuba
Próxima da divisa com Santa Catarina, a Ponte de Guaratuba há restrições aos veículos de maior porte. Portaria limita o trânsito de veículos ao peso máximo de 26 toneladas e até 4 eixos, com comprimento até 18,6 metros. Há locais de pesagem nos acessos, em Guaratuba e Matinhos. Houve também acordo do governo do Estado com o Ministério Público do Paraná, fechado em 2022, para evitar aumento de fluxo de veículos de carga de grande porte nos municípios.












