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    Napoleão Bernardes encara riscos da renúncia para levar adiante carreira política meteórica

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    Upiara
    Por Upiara Boschi
    27/03/2018 - 09h21 - Atualizada em: 27/03/2018 - 13h34
    Napoleão Bernardes renuncia à prefeitura em abril. Foto: Pancho

    O prefeito Napoleão Bernardes escolheu a Câmara de Blumenau para oficializar aquilo que é dado como certo há cerca de dois meses. Vai renunciar ao cargo em abril para concorrer a um cargo majoritário em outubro. Senador, vice-governador, governador do Estado, as costuras políticas dos próximos meses é que vão dizer qual figurino o blumenauense vai vestir.

    Foi no parlamento de Blumenau que Napoleão começou sua trajetória de mandatos em 2009, aos 26 anos. A carreira política do tucano é meteórica. Quatro anos depois, assumia o primeiro mandato de prefeito, azarão em uma disputa inicialmente polarizada pelo PSD de Jean Kuhlmann e pelo PT de Ana Paula Lima. Em 2016, reeleito, Napoleão passou a ser cotado para voos mais altos.

    Prato cheio para os marqueteiros, Napoleão tem dois atributos que devem valer muito em outubro. É jovem, não tem o rosto da velha política. É experiente, testado na urna e na gestão da terceira cidade mais populosa de Santa Catarina. Quando o prefeito de Joinville, Udo Döhler (PMDB), anunciou semana passada que desistira de renunciar para tentar concorrer a governador, os olhos da política se voltaram para Blumenau. Das principais cidades catarinenses, é a única que pode perder um prefeito para as eleições.

    A história política catarinense tem mostrado que o gesto tem sido recompensado. Em 2002, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) deixou a prefeitura de Joinville e Leonel Pavan (PSDB) renunciou em Balneário Camboriú. Elegeram-se governador e senador. Quatro anos depois, Raimundo Colombo, ainda no PFL, renunciou ao cargo em Lages e elegeu-se senador.

    Napoleão costurou bem a saída. Escolheu como vice Mario Hildebrandt (PSB), ex-vereador, ex-presidente da Câmara, dono de boas votações. O maior risco do tucano é os caciques partidários lhe fecharem a porta das majoritárias e precisar improvisar uma candidatura a deputado federal. Ele sabe disso, mas também sabe que o cenário lhe é favorável - especialmente se for confirmado o fim da aliança do PSD com o PMDB, abrindo negociações e vagas nas chapas.

    Napoleão faz o gesto que seus antecessores Décio Lima (PT) e João Paulo Kleinübing (DEM), também prefeitos reeleitos em Blumenau, não ousaram. Ambos se elegeram deputados federais depois de dois anos sem mandato. O jovem tucano quer ir além.

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