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    PSOL lança Elson Pereira pré-candidato em Florianópolis e prega união das esquerdas

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    Upiara
    Por Upiara Boschi
    12/12/2019 - 12h30 - Atualizada em: 12/12/2019 - 15h27
    Nome de Elson Pereira foi confirmado pré-candidato em plenária do PSOL com a presença de representantes de outros partidos de esquerda. Foto: Sérgio Vignes, Divulgação
    Nome de Elson Pereira foi confirmado pré-candidato em plenária do PSOL com a presença de representantes de outros partidos de esquerda. Foto: Sérgio Vignes, Divulgação

    Com discursos em favor da união das esquerdas e presença de diversos partidos, o PSOL lançou ontem a pré-candidatura de Elson Pereira à prefeitura de Florianópolis. Se confirmada, será a terceira candidatura consecutiva do urbanista ao cargo - em 2016, ele ficou em terceiro lugar com 20% dos votos válidos.

    Todos os discursos no evento realizado na noite de quarta-feira no auditório do Sintrasem (o sindicato dos servidores municipais) pregaram a construção de uma candidatura única das esquerdas. Estavam presentes representantes do PT, do PCdoB, da Rede, do PCB e até da Unidade Popular, formalizada como partido político pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esta semana. Do campo das esquerdas, apenas o PDT e o PSB não estavam presentes.

    - Estou apresentando meu nome para uma frente de esquerda. Os adversários se apresentam em grande número, mas não se espantem, haverá arranjos e rearranjos. Todos eles são candidatos da cidade-mercado - afirmou Elson Pereira em seu discurso.

    O psolista fez críticas aos nomes que se apresentam para a disputa. Disse que o prefeito Gean Loureiro (DEM) “aplica muito dinheiro onde já existe e pouco onde existe quase nada”. Afirmou que o vereador Pedrão (PP, rumo ao PL) prega um “tecnocratismo ambientalista” e ironizou a filiação a um partido “sustentáculo do bolsonarismo”. Caracterizou a deputada federal Angela Amin (PP) como “representante da oligarquia clientelista” e o deputado estadual Bruno Souza (Novo) como “a sujeição total ao mercado”. Lembrou ainda do deputado federal Hélio Costa (Republicanos), a quem criticou o apoio do “radicalismo religioso” e disse que o coronel Araújo Gomes (nome lançado pelo PSL) representa o “Estado policialesco”.

    - Nenhum deles propõe uma mudança na lógica da cidade-mercado. Não podemos implantar o socialismo a partir de uma cidade, temos que governar nos marcos do capitalismo. Mas temos muito o que avançar para uma democracia participativa - disse Elson.

    A expectativa é de que as demais siglas também apresentem pré-candidatos a prefeito e que a discussão sobre o nome da aliança seja discutida entre as legendas. Até agora, o PCdoB lançou Janaína Deitos e o PT tem o vereador Lino Peres como opção. Em seu discurso, o vereador Afrânio Boppré defendeu que os partidos coloquem no centro do debate “aquilo que nos une e deixar separadas as nossas divergências”.

    - O PSOL está apresentando um nome para a frente. Temos um candidato, mas ainda não uma candidatura. A candidatura vai ser construída na frente - disse o vereador.

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