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Raimundo Colombo: "Justiça mandou governo de SC governar"

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Por Upiara Boschi
16/03/2021 - 06h00 - Atualizada em: 16/03/2021 - 15h00
Ex-governador de SC Raimundo Colombo
Colombo voltou a criticar governo Moisés (Foto: Fábio Queiroz / Agência AL / Divulgação)

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) voltou a criticar Carlos Moisés (PSL) pela condução das ações de governo durante a pandemia do coronavírus em Santa Catarina. Nas redes sociais, o pessedista comentou a decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, Jefferson Zanini, que em ação movida pelo Ministério Público de SC pedindo a ampliação de medidas de restrição no Estado determinou que os técnicos da Saúde sejam os responsáveis por decidir sobre fechamentos.

- Em resumo, a Justiça pediu que o governo de Santa Catarina governe. Essa omissão tem custado muito ao povo catarinense - disse Colombo.

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O ex-governador afirmou que o Estado iniciou mais uma semana com todas as regiões na faixa mais grave para risco de contaminação por coronavírus e elencou motivos para o que considera ser "uma omissão que se revela perversa". Segundo Colombo, o governo Moisés não concluiu hospitais "que estariam salvando vidas agora".

- São 400 pessoas nas filas de espera por leitos de UTI. Estamos há um ano em pandemia. Por que Santa Catarina não pediu recursos do Governo Federal para isso? - questionou.

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Colombo também afirmou que o governo é omisso na velocidade da vacinação, na busca por mais vacinas e no planejamento da economia estadual para enfrentar os efeitos da pandemia.

- Não há um plano de apoio aos setores de restaurantes, eventos, hotéis, área cultural. Não adianta comemorar recordes de arrecadação de impostos. O Estado é que deve servir as pessoas, não o contrário - afirmou.

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O posicionamento crítico a Moisés na condução das ações de enfrentamento à pandemia mostra disposição do ex-governador de voltar ao debate público. No final de fevereiro, também através das redes sociais, Colombo fez críticas à velocidade da vacinação e sugeriu a adoção de barreiras sanitárias entre regiões mais atingidas pelo covid-19. Dias depois, em entrevista ao SC Connection, na CBN/Diário, o pessedista cobrou "liderança, coragem e comunicação bem feita" ao atual governo e disse que "não existe lockdown de dois dias".

Governador por dois mandatos, entre 2011 e 2017, Colombo foi uma das vítimas da Onda Bolsonaro em 2018 - a mesma que catapultou o então desconhecido Carlos Moisés ao governo estadual. Na época, o pessedista disputou o Senado e ficou apenas em quarto lugar na briga por duas vagas. Desde então, tenta se reposicionar no tabuleiro político estadual.

Outra vítima da Onda Bolsonaro em 2018 também tem feito críticas ao governo Moisés nas redes sociais. Derrotado por Moisés no segundo turno naquela eleição, Gelson Merisio (ex-PSD, hoje no PSDB) está afastado do ex-aliado Colombo, mas adota tom semelhante nas críticas - com as claras diferenças de estilo que sempre marcaram os dois.

- Na democracia, a população escolhe seu governante para que ele, com acesso a todas informações oficiais, supostamente preparado, tome as decisões necessárias. É absurdo um governador ficar aguardando decisão judicial para saber o que fazer - disse o ex-deputado estadual.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

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