Campanha de vacinação contra gripe começa com grande procura em SC, mas doses são insuficientes 

Em algumas unidades de Joinville e São Francisco do Sul os estoques foram zerados nesta segunda-feira

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Unidades de saúde estão seguindo protocolos de atendimento para garantir a segurança dos idosos (Foto: Maykon Lammerhirt/ NSC Total Banco de dados)

O Ministério da Saúde iniciou a campanha de vacinação contra a gripe oficialmente nesta segunda-feira (23) em todo o território brasileiro. Em algumas regiões de Santa Catarina, no entanto, as doses começaram a ser ministradas no último sábado (21), como é o caso das cidades de São Francisco do Sul e Joinville, na região Norte do estado, onde os estoques tiveram uma baixa considerável. Em São José, na Grande Florianópolis, todas as vacinas foram aplicadas ainda na quinta-feira (19).

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Nas demais regiões, onde a campanha teve início nesta segunda-feira, a busca também foi alta. Em pequenas cidades do Vale do Itajaí as vacinas encerraram no mesmo dia em que a campanha começou. Em Gaspar, município vizinho de Blumenau, é necessário aguardar reposição. Já em Pomerode e Timbó se estima que nesta terça-feira (24) as doses terminem.

Na região Norte de SC as vacinas acabaram em São Francisco do Sul, onde a vacinação foi suspensa até reposição do estoque. Em Joinville algumas unidades de saúde também ficaram sem doses, mas outras seguem com vacinação normalmente. Ambos os municípios anteciparam a campanha em dois dias. A recomendação para os moradores que ficaram sem a imunização, agora, é para que aguardem a reposição.

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Em Florianópolis, idosos com mais de 80 anos ou dificuldade de locomoção começam a receber a vacina em casa nesta segunda-feira. Os profissionais de saúde também entram neste primeiro grupo de imunização. Para os demais moradores acima de 60 anos, a vacinação foi adiada para o dia 30 e será aplicada nas unidades de educação e em pontos de vacinação volante, em que não é necessário sair do carro.

Na Grande Florianópolis, além de São José, anteciparam a campanha os municípios de Palhoça, onde cinco mil idosos foram imunizados em um único dia, e Rancho Queimado, que mudou o esquema de vacinação, com profissionais passando pelas casas dos idosos.

No Oeste catarinense também houve registro de suspensão temporária das vacinas. Em Xanxerê foram vacinados 997 idosos e 101 profissionais que atuam na área da saúde. O município recebeu apenas 30% das doses da vacina contra o H1N1, informou a Secretaria de Saúde, e aguarda nova remessa para seguir com a vacinação.

Em Criciúma, no Sul de SC, as doses foram distribuídas ao grupo prioritário, para pessoas com mais de 60 anos. Para facilitar a imunização de quem tem pouca mobilidade, foi montada uma estrutura no pátio da prefeitura e, dependendo do caso, a pessoa é vacinada dentro do próprio carro, com o mínimo contato possível com a rua em função do coronavírus. No primeiro dia não houve registros de falta de vacinas.

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O Ministério da Saúde comunicou que as vacinas programadas para serem entregues ainda nesta semana sofreriam um atraso por questões técnicas e de logística. Com isso, a população precisa aguardar a chegada das novas vacinas para serem imunizadas.

As etapas da Campanha de Vacinação contra a gripe

A campanha iniciaria em abril, mas foi antecipada devido à pandemia do novo coronavírus. Dessa forma, se evita que uma pessoa se contamine com ambos os vírus e tenha um quadro viral ainda pior. Também é possível identificar mais rapidamente qual é doença do paciente que procura auxílio médico, ao descartar o H1N1 para quem estiver com a vacina em dia e antecipar o tratamento adequado. A previsão é que todas as pessoas possam ser vacinadas até o dia 22 de maio.

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Fases:

– 1ª fase (a partir do dia 23 de março): idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde;

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– 2ª fase (a partir do dia 16 de abril): professores de escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;

– 3ª fase (a partir do dia 09 de maio): crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adultos de 55 a 59 anos de idade e pessoas com deficiência física, visual, auditiva, múltipla, intelectual e mental.