Consumo de cerveja continua em crescimento no país, diz pesquisa; veja marcas mais consumidas

Vendas de cerveja no país cresceram 7,6% em 2021, segundo levantamento

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Volta do consumo fora de casa ajudou a alavancar as vendas (Foto: Daniel Zimmermann, Divulgação, BD)

Um levantamento inédito apontou que o consumo de cerveja continua crescendo no Brasil durante a pandemia da Covid-19. Mesmo com a inflação, a bebida deve registrar um novo recorde de volume de vendas em 2022. As informações são do g1.

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De acordo com a pesquisa feita pelo Euromonitor, que foi antecipada pelo g1, as vendas de cerveja no país cresceram 7,6% em 2021. O número é superior ao avanço de 2020, quando foi de 5,3%, atingindo o recorde de 14,3 bilhões de litros. Este é o melhor resultado desde 2014, ano de Copa do Mundo.

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No último ano, o principal motivo para o crescimento foi a volta do consumo do produto fora de casa: ele saltou de 9,2% em relação ao primeiro ano de pandemia. Além disso, a expectativa é de que o volume total de vendas de cerveja cresça perto dos 8% este ano, alcançando 15,4 bilhões de litros. Este seria o 4º ano de crescimento.  

  • Hábito cultural de beber cerveja; 
  • Volta do consumo fora de casa; 
  • Preços relativamente acessíveis para a maior parte da população; 
  • Aumento nos lançamentos, além do crescimento das linhas premium, sem álcool e de baixa caloria. 

— Como as pessoas ficaram isoladas em casa por mais de um ano, começaram a sair mais para ‘se vingar’ da Covid. As pessoas quererem compensar o tempo perdido e se reconectar com o amigos e com os colegas de trabalho — alega Rodrigo de Mattos, analista de pesquisa da Euromonitor. 

Brasileiros incluem compra de bebida em orçamento 

Outra pesquisa, mas da consultoria Kantar, apontou que o total de unidades de cerveja vendidas fora de casa cresceu para 26,8% no 1º trimestre deste ano, se comparado com os três primeiros meses de 2021. Na época, o número caiu 3,4%. 

Segundo o estudo, mais brasileiros começaram a incluir no orçamento algum gasto com o consumo da bebida em bares. Porém, a frequência do consumo fora de casa caiu para 2,9 vezes no trimeste. No período pré-pandemia, a média era de 3,7 vezes. 

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— Comparado a 2020, vemos um aumento de 3,5 milhões de pessoas novas consumindo cerveja [fora de casa]. Esse aumento de numero de compradores compensa a queda da frequência — diz Hudson Romano, gerente sênior da Kantar. 

Preço subiu 9,38% 

Em 12 meses, o preço da cerveja subiu 9,38% segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número é abaixo da inflação oficial do país, que acumula uma alta de 11,73%. Já fora de casa, a alta foi bem menor, sendo 5,22% em 12 meses, conforme aponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). 

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Apesar da inflação não ter feito o brasileiro beber menos, ela tem obrigado o consumidor a pesquisar antes de decidir o que consumir. 

A estimativa da Euromonitor é que o ritmo de crescimento do consumo dentro de casa voltará a ser maior que o das vendas em estabelecimentos até o fim do ano. 

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— Quando o consumidor vê uma cerveja com preço duas vezes mais caro do que ele encontraria no mercado, ele acaba mantendo a demanda por esse produto no consumo off-trade [dentro de casa] — diz Mattos.

Por outro lado, a Kantar aponta um avanço da concorrência de outros canais no consumo fora de casa. 

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— Um dos canais que tem crescido muito é o ambulante, que vende um produto mais barato para a grande massa — alega Romano em entrevista ao g1. 

Copa do mundo deve elevancar o consumo 

Um dos maiores eventos do planeta, a Copa do Mundo, que acontecerá em novembro e dezembro, deve ajudar a aumentar o consumo da cerveja, principalmente nas ruas. 

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— Vamos ter dois grandes eventos acontecendo simultaneamente: o verão e Copa do Mundo, que devem dar uma força excepcional para a categoria de cervejas — salienta Mattos.

Outro ponto que tem ajudado os fabricantes a elevarem o faturamento é a venda de cervejas “premium”, com um custo mais caro. 

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No ano passado, por exemplo, aquelas que estavam na categoria Domestic Premium Lager – que custam mais de R$ 10 o litro — tiveram um crescimento nas vendas de 17%. Enquanto isso, as sem álcool saltaram 43,9%. Porém, a inflação deve desalecerar o crescimento. 

— O consumidor diminuiu a frequência que ele compra cerveja premium para consumir cerveja mais barata, mas ele não para de consumir a premium — diz Romano.

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A projeção da Euromonitor é de um ganho de 11% na receita do setor em 2022, sendo assim maior do que o do volume de litros vendidos. 

Confira as cervejas mais consumidas no Brasil em 2021

1. Brahma 

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2. Skol

3. Antarctica 

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4. Itaipava

5. Nova Schin

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Confira as cervejas premium mais consumidas no Brasil em 2021

1. Brahma (Extra, Malzbier e outras) 

2. Bohemia 

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3. Heineken

4. Budweiser

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