Todos os vereadores de Laguna estão impedidos de acessar a Câmara após Operação Seival 2

Um deles também foi afastado da função pública por conta da investigação da Polícia Civil e denúncia do Ministério Público

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Agentes estiveram na Câmara de Vereadores pela manhã (Foto: Portal Agora Laguna, divulgação)

Todos os 13 vereadores de Laguna, no Sul de Santa Catarina, estão impedidos de acessar a Câmara segundo a assessoria jurídica da Casa. A Operação Seival 2, deflagrada na manhã desta quinta-feira, cumpre 120 mandados de busca e apreensão, além da autorizações judiciais de prisão, afastamento de cargo público e apreensão de bens. 

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A investigação mira um grupo de empresários, servidores e agentes políticos que estaria envolvido em fraude a licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.

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A assessoria jurídica do legislativo de Laguna também foi notificada sobre o afastamento de um vereador da função pública, além dos mandados de busca e apreensão.

Inicialmente a assessoria jurídica da Câmara havia informado que somente uma vereadora não estaria impedida de acessar as instalações do legislativo. No entanto, a informação foi atualizada e nenhum dos parlamentares está autorizado a acessar a Câmara. Sobre a prisão de vereadores, ou outro tipo de envolvimento na organização criminosa, a assessoria ainda não foi notificada oficialmente.

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O prazo para que os vereadores se mantenham afastados da Câmara ainda é desconhecido pelo jurídico, que por enquanto não teve acesso ao processo. As sessões ordinárias presenciais, realizadas todas as terças-feiras em Laguna, foram retomadas em setembro. 

Mandados cumpridos em nove cidades

Além de busca e apreensão, a força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária em Laguna, Florianópolis, Navegantes, Itajaí, Tubarão, Criciúma, Imbituba, Imaruí e Capivari de Baixo. 

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A Justiça liberou, além das medidas de proibição de acesso à Câmara de Vereadores de Laguna, duas medidas de afastamento da função pública e oito medidas cautelares de sequestro de bens, entre elas a apreensão de uma embarcação pesqueira.

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Em Florianópolis, os mandados foram cumpridos na sede do Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev), para recolher documentos sobre empreiteras supostamente envolvidas no esquema, e que prestaram serviço ao Instituto em 2016. 

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Em Criciúma, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência e no escritório de um empresário do ramo da construção civil. Conforme a investigação, ele tem empreendimento imobiliário na cidade de Laguna, e foram apreendidos contratos de compra e venda de imóveis.