Juliana Marins, turista brasileira que morreu após cair no Monte Rinjani, na Indonésia, dará nome ao mirante e à trilha da Praia do Sossego, em Niterói, Região Metropolitana no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito após Rodrigo Neves (PDT), prefeito da cidade, receber a família da jovem na tarde desta quinta-feira (26). Natural de Niterói, Juliana gostava de frequentar as duas localidades que, agora, farão homenagem a ela. As informações são do O Globo.
A jovem fazia uma trilha no segundo vulcão mais alto da Indonésia no último sábado (21), quando aconteceu a queda, a mais de 2,6 mil metros de altitude. O caso mobilizou o país e milhares de brasileiros acompanharam as etapas do resgate de Juliana.
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Traslado do corpo será custeado pela prefeitura
Durante o encontro com a família da jovem nesta quinta-feira, o prefeito reafirmou o compromisso da prefeitura em custear o traslado do corpo com recursos próprios. Na noite de quarta-feira (25), Neves já havia confirmado que o município assumiria o processo de repatriação. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.
A família da jovem agradeceu pelos esforços e pelo apoio que tem recebido desde o anúncio da morte de Juliana. Haverá uma cerimônia de nomeação do mirante e da trilha, que será organizada nos próximos dias, junto com parentes dela.
Quem era Juliana Marins?
Jovem morreu de trauma contundente e hemorragia, diz laudo
Juliana Marins morreu devido a um trauma contundente que resultou em danos a órgãos internos e hemorragia, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (27) pelo especialista forense Ida Bagus Alit, responsável pela autópsia.
— A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo. A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas — disse o médico, à imprensa.
A autópsia foi feita na noite de quinta-feira. O corpo da jovem chegou ao Hospital Bali Mandara, em Bali, por volta das 11h35min (horário de Brasília) de quinta para a autópsia, após ser levado do Hospital Bhayangkara.
— Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento — detalhou Ida Bagus Alit.
Alit afirmou que não há evidências de que a morte ocorreu muito tempo após os ferimentos. Ele estima que o óbito ocorreu em torno de 20 minutos após ela sofrer as lesões.
Relembre o caso que mobilizou o país
Juliana Marins caiu de um penhasco no sábado, enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A morte foi confirmada na terça-feira (24), após quatro dias de buscas. A operação de resgate era considerada complexa, devido à neblina densa e ao terreno acidentado do local.
O corpo foi resgatado do penhasco na quarta-feira (25) e ainda está na Indonésia. Juliana será velada e sepultada em Niterói, em data ainda não marcada.
Juliana era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também atuava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, fazia um mochilão pela Ásia, tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.
*Sob supervisão de Giovanna Pacheco
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