Leitos de guerra: Como Blumenau tem implementado o recurso durante a pandemia

Equipamentos provisórios aumentam a capacidade de atendimento dos hospitais para pacientes com Covid-19

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Leitos de guerra acompanham aparelho que auxilia a respiração dos enfermos (Foto: Eraldo Schnaider)

A nova fase da pandemia do coronavírus no Brasil tem chamado a atenção pelo aumento do número de casos graves, principalmente entre a população mais jovem, e essa situação tem exigido maior necessidade de internações. Em Blumenau, para garantir a capacidade de atendimento intensivo aos pacientes com Covid-19, a prefeitura tem coordenado diversas estratégias e medidas, inclusive junto aos hospitais, como a utilização dos leitos de guerra.

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Chamados assim pelo caráter provisório que envolve sua instalação e remoção nos hospitais, o recurso consiste em macas equipadas com equipamentos que auxiliam na respiração dos pacientes. Instalados conforme avaliação diária das unidades hospitalares eles podem elevar de 66 para 94 o número de leitos de UTI na rede de saúde do município.

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De acordo com a Prefeitura de Blumenau, mediante portarias do Governo do Estado as unidades de saúde têm autonomia para suspenderem cirurgias eletivas e isolarem espaços físicos da unidade para a instalação das macas, de acordo com a necessidade. A ativação é imediata, feita por equipes multiprofissionais treinadas para mudanças repentinas na dinâmica de atendimento dos pacientes.

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Desde março de 2020, a administração pública afirma ter contratado 230 profissionais da área da saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes de saúde e farmacêuticos. Foram criadas também 105 vagas em enfermaria no Hospital Misericórdia para dar suporte às unidades da região central de Blumenau.

Mais investimento na saúde

Blumenau investiu até o momento R$ 11,2 milhões em recursos próprios, R$ 1,5 milhões da Câmara de Vereadores, R$ 172 mil em doações e R$ 79 milhões em recursos da união para compra de testes, medicamentos, EPIs e repasses para estruturação dos leitos dos hospitais da rede pública. O Estado enviou ainda 51 equipamentos para as UTIs dos hospitais Santa Isabel e Santo Antônio.

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A equipe técnica da Prefeitura ressalta que a faixa etária economicamente ativa tem sido mais afetada, por isso a importância de manter os cuidados como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

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