Sementes misteriosas da China possuem ácaro, fungos e bactérias, diz governo

Ministério da Agricultura também identificou outros países como origem das sementes, mas não apontou quais

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Sementes estão sendo estudadas pelo Ministério da Agricultura no Brasil (Foto: Gabriel Zapella, Arquivo Pessoal)

Os pacotes de sementes vindos da China e de outros países estão sendo analisados pelo Ministério da Agricultura e dados preliminares já apontaram presença de microrganismos. Segundo o órgão federal, foram identificados fungos, bactérias e ácaro em amostras que estão em análise. Um dos primeiros casos registrados no país foi em Jaraguá do Sul, no início de setembro.

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O Ministério da Agricultura teve a notificação de 258 pacotes com sementes em 24 estados e no Distrito Federal – apenas Amazonas e Maranhão não tiveram registros. No entanto, apenas 39 já chegaram ao laboratório para análises. Em um dos pacotes foi identificado a presença de um ácaro vivo, em 25 amostras foram encontrados três espécies diferentes de fungos e duas amostras continham bactérias que ainda estão em identificação.

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– São pequenas quantidades, mas que podem trazer pragas para a nossa agricultura. Podem ter plantas daninhas que não temos aqui e podem ser prejudiciais, podem produzir fungos ou outras bactérias – explica José Guilherme Leal, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa.

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Nas análises em andamento também foi encontrada a possibilidade de haver a presença de plantas quarentenárias – que não existem no Brasil. As amostras em análise estão sendo sequenciadas para identificar quais são os tipos de fungos, bactérias e o ácaro encontrados. Isso poderá indicar se existem riscos – e quais são – em cada um dos microrganismos.

– Quando o risco é desconhecido, o risco é máximo. Por isso que a gente pede para que a população não plante esta semente – afirma José Luís Vargas, diretor do Departamento de Serviços Técnicos do Ministério da Agricultura.

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Segundo ele, algumas identificações ainda podem demorar mais 30 dias porque as amostras continuam chegando. Como as sementes são muito pequenas, em alguns casos, não há material genético o suficiente para examinar. Por isso, os técnicos precisam colocar a semente para germinar, o que facilita a identificação do material.

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Ministério investiga origem dos pacotes

O Ministério da Agricultura também investiga as origens dos pacotes que chegaram ao Brasil. Até o momento foram identificados quatro países como origem, mas também é necessário confirmar se as informações dos pacotes são verídicas. A partir disso, o governo brasileiro vai trabalhar com a colaboração dos órgãos fitosanitários de outros países para constatar a origem dos materiais.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de notificações de pacotes recebidos até o momento, mas também há registros de casos no Canadá, Chile e em países europeus. O Ministério da Agricultura apontou mais uma vez que o “brushing” – técnica fraudulenta de marketing no comércio virtual – é a principal hipótese para a chegada dos pacotes com sementes no Brasil e nos demais países.