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    Sementes "da China" serão analisadas pelo Ministério da Agricultura

    O órgão federal emitiu alerta sobre a chegada das sementes ao país e pediu à população que não utilize estes produtos

    17/09/2020 - 14h30 - Atualizada em: 18/09/2020 - 14h01

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra as sementes na mão de uma pessoa
    Morador de Jaraguá do Sul foi o primeiro a notificar o recebimento das sementes
    (Foto: )

    As sementes que começaram a chegar nas casas de Santa Catarina com embalagens com caracteres asiáticos serão analisadas pelo Ministério da Agricultura. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (16) pelo órgão, em sua conta no Twitter, e no site oficial do órgão federal.

    > Morador de Jaraguá do Sul foi o primeiro a receber as sementes em SC

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    "Em relação ao recebimento de pacotes de sementes não solicitadas, o MapaBrasil alerta os cidadãos brasileiros para que tenham cuidado e não abram encomendas deste tipo que cheguem, sem conhecimento, em suas residências", publicou o órgão nas redes sociais, após uma imagem com as palavras "alerta".

    O que já se sabe sobre as sementes "da China" que estão chegando nas casas em SC

    O primeiro caso reportado em Santa Catarina ocorreu em Jaraguá do Sul, em 8 de setembro. Em meio às encomendas feitas em um site popular da China, chegou um pacote com sementes que não haviam sido solicitadas. Um profissional da Cidasc foi até a casa da família que recebeu estas sementes, recolheu o produto e encaminhou para o Ministério da Agricultura. 

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    Segundo o órgão, o material será encaminhado para laboratório para exame e identificação da espécie e de possíveis pragas que possam oferecer risco fitossanitário à agricultura brasileira.

    "A importação de vegetais sem autorização pode facilitar a entrada de pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país, além de causar prejuízos econômicos", também publicou o Mapa. 

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    A mesma situação está ocorrendo em outros países, como Estados Unidos, onde as sementes também passaram por análise. Nada de errado foi encontrado nelas mas, mesmo assim, a orientação das autoridades americanas é que a população não semeie estas sementes porque podem não se adaptar ao bioma local e, com isso, causar desequilíbrios na vegetação. 

    O Ministério da Agricultura informou que o órgão de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA) informou ao governo brasileiro que o caso está sob investigação em conjunto com outras agências de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, as evidências apontam que trata-se de uma ação conhecida como brushing scam, uma estratégia do e-commerce utilizada para gerar números falsos de pedidos e reviews positivos, o que beneficiaria o vendedor on-line ou o site. 

    O Governo chinês emitiu nota informando que está investigando a situação e que acredita que as embalagens sejam falsificadas. As sementes estão sendo relacionadas à China porque as embalagens têm informações escritas em mandarim e, muitas vezes, chegam com encomendas de sites de compras chineses.

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