Servidores da Celesc são presos em operação contra ligações clandestinas de energia em SC

Ação da Delegacia de Crimes Ambientais da Deic cumpre 12 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão nesta sexta

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Operação 'Habite-se 3' cumpre ao todo 24 mandados em cidades da Grande Florianópolis (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

Servidores da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) estão entre os alvos de uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta sexta-feira (16) contra ligações irregulares de energia em Santa Catarina. A ação cumpre 12 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão em cidades da Grande Florianópolis.

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Segundo a Polícia Civil, os 12 alvos dos mandados de prisão foram detidos. Entre eles, ao menos duas pessoas são servidores da Celesc. A Polícia Civil também informou que a empresa colaborou com a investigação.

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Esta é a terceira fase da operação “Habite-se”, que apura um esquema de ligações clandestinas de energia elétrica. A ação é realizada pela Delegacia de Crimes Ambientais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), e é coordenada pela delegada Beatriz Ribas.

— Uma organização criminosa está instalada na região da Grande Florianópolis, facilitando ligações clandestinas em imóveis irregulares e permitindo ocupação irregular do solo urbano. A Polícia Civil vem trabalhando há mais de um ano no sentido de combate a essa organização criminosa, que envolve servidores públicos e servidores terceirizados que prestam serviço para a Celesc — declarou a delegada Beatriz Ribas.

Ainda de acordo com ela, agora a polícia vai analisar os documentos e objetos apreendidos durante a operação e dar continuidade à investigação.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam para a suspeita de existência de uma organização criminosa, que se utilizaria de fraudes para realizar instalação elétrica em imóveis irregulares em diversos bairros de Florianópolis.

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Os crimes investigados nesta fase da operação são: corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, parcelamento irregular do solo, tráfico de influência e furto de energia elétrica.

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Em nota, a Celesc informou que “está colaborando com as investigações, inclusive com informações prévias” e destacou que “ligação irregular é crime e oferece risco à vida.”