A Amazon suspendeu pedidos de vários produtos fabricados na China e em outros países asiáticos, em uma tentativa de reduzir a vulnerabilidade durante os “tarifaços” de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA).
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Pedidos de cadeiras de praia, patinetes, ar-condicionado e outros produtos de diversos fornecedores da Amazon já haviam sido suspensos após um anúncio de Trump, na última quarta-feira (2). Na ocasião, o presidente dos EUA disse que planejava impor tarifas a mais de 180 países e territórios, incluindo China, Vietnã e Tailândia.
China impõe tarifas de 84% em produtos dos EUA em resposta ao “tarifaço” e dólar dispara
Procurado pelo Bloomberg, um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro, um porta-voz da Amazon não quis comentar.
A Amazon havia identificado disputas comerciais internacionais como um fator de risco, no relatório anual divulgado em fevereiro. “Fornecedores baseados na China fornecem partes significativas de nossos componentes e produtos acabados”, disse a empresa.
Até o momento, não se sabe o quanto os cancelamentos são generalizados e quantas mercadorias eles afetam.
A Amazon importa itens dessa forma como uma maneira de reduzir custos, já que frequentemente consegue utilizar tarifas de envio em massa para importar itens a custos mais baixos do que os fornecedores. Agora, com os cancelamentos, eles ficam expostos às tarifas caso importem mercadorias para os EUA por outros meios.
Conforme apuração do Bloomberg, os itens que a Amazon compra diretamente de fornecedores representam cerca de 40% dos produtos vendidos no site.
China anunciou tarifas de 84% em produtos dos EUA
A China reagiu mais uma vez ao “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e impôs tarifas de 84% em produtos americanos. A alta é uma resposta às tarifas extras dos EUA de 50% sobre as importações chinesas que entraram em vigor nesta quarta-feira (9), após o governo chinês já ter retaliado o tarifaço inicial.
As novas tarifas chinesas devem começar a valer a partir desta quinta-feira (10). A China foi um dos países com uma das maiores taxas iniciais, de 34%. Como resposta, o governo chinês impôs tarifas com o mesmo percentual, mas Trump não aceitou.
A China, segundo os Estados Unidos, tinha até esta quarta-feira para retirar as tarifas, ou seria taxado em mais 50%, totalizando 104%. Então, em vez de retirar a retaliação, o Ministério das Finanças da China anunciou as novas tarifas e disse estar preparado para “revidar até o fim”.
*Sob supervisão de Luana Amorim
**Com informações de Bloomberg e g1
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