Corrida no Desenrola 3.0 promete descontos de até 95% e abre disputa bilionária entre bancos

Credores têm até 30 de outubro para informar dívidas à Fazenda e tentar abocanhar parte do orçamento público

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Desenrola 3.0 abre disputa entre bancos por R$ 15 bilhões em descontos. (Foto: Divulgação, Agência Brasil)

Bancos e credores têm até 30 de outubro para enviar ao Ministério da Fazenda os dados das dívidas que pretendem negociar no Desenrola 3.0. A entrega das informações é exigência obrigatória para participar do leilão, que comprará carteiras inadimplentes de até R$ 10 mil de pessoas físicas e MEIs. A União dispõe de R$ 15 bilhões e exigirá desconto mínimo de 90%, mas a forte concorrência pode ampliar o abatimento. Esta etapa envolve apenas as instituições e não abre negociações imediatas para os cidadãos.

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FOTOS: Desenrola 3.0 traz super descontos em dívidas e abre corrida entre bancos

Os prazos exatos para a dívida entrar

Não é qualquer débito que pode ser incluído nesta nova fase. A regra oficial determina que as dívidas precisam ter entre 720 e 1.645 dias de atraso, o que equivale a um período entre 2 anos e 4 anos e meio de inadimplência.

A data de corte definida pelo governo é 25 de setembro de 2026. Entram na lista faturas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais não consignados e crédito sem garantia para MEIs.

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O que fica de fora do programa?

Para evitar dúvidas na hora de consultar a situação financeira, é importante destacar as exceções. Financiamentos imobiliários e empréstimos com desconto em folha (crédito consignado) do INSS estão fora desta rodada.

A regra serve para focar os esforços nas dívidas sem garantias reais. Com isso, o governo busca atingir débitos bancários que costumam acumular as maiores taxas de juros no mercado.

A estratégia do leilão e os descontos maiores

A Fazenda estima que os bancos apresentem cerca de R$ 90 bilhões em dívidas. Como a regra exige abatimento mínimo de 90%, a União gastaria R$ 9 bilhões para adquirir todo esse montante original.

Como o orçamento disponível chega a R$ 15 bilhões, a sobra de caixa vai gerar uma disputa acirrada entre as instituições. A expectativa da equipe econômica é que a concorrência force os bancos a oferecerem descontos entre 93% e 95% para venderem suas carteiras.

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A regra para as instituições financeiras

A entrega das informações até o fim de outubro é o passaporte para que bancos, securitizadoras e fundos participem da seleção. Quem perder a data limite fica automaticamente fora do primeiro procedimento competitivo.

O envio dos dados, contudo, não obriga a União a comprar as carteiras apresentadas. A equipe econômica usará os números consolidados para estruturar as condições finais da disputa.

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Calendário: quando o consumidor limpa o nome?

O leitor precisa ter atenção ao cronograma para não cair em golpes ou criar expectativas precipitadas. A etapa atual e os leilões com as instituições financeiras ocorrem entre novembro e dezembro de 2026.

A plataforma oficial para que o cidadão possa renegociar os débitos e parcelar os valores só será aberta no início de 2027. O programa completo tem vigência prevista até 30 de junho de 2028.

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*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.