Os resultados da WEG, conhecida como a “fábrica de bilionários” de Santa Catarina, foram impulsionados pelo bom desempenho no mercado externo, especialmente pela demanda por equipamentos destinados a data centers. Um dos destaques foi o crescimento dos negócios da Marathon, subsidiária da multinacional nos Estados Unidos, que fornece geradores utilizados principalmente como fonte de energia de reserva para essas estruturas.
Entre julho e setembro, o lucro líquido da empresa de Jaraguá do Sul, cidade do Norte de SC, foi de R$ 1,6 bilhão, um aumento de 6,8% em relação ao trimestre anterior. Balanço da companhia foi divulgado na manhã desta quarta-feira (21). Segundo o relatório, a companhia também registrou contribuição positiva das operações na Europa e no Brasil também houve crescimento em relação ao período do ano anterior.
Veja fotos das fábricas da WEG nos EUA
Mercado externo
O mercado externo foi o grande impulsionador dos negócios da WEG. Segundo o balanço, ele representou 62,5% da receita total da WEG, atingindo o maior patamar histórico registrado pela companhia. Em reais, a receita externa cresceu 8,3% em relação ao 3T25. Ajustada nas moedas locais de cada país e desconsiderando aquisições, a receita externa cresceu 13,4%.
Os principais motores no exterior foram a forte demanda no mercado da América do Norte por transformadores para reforço da infraestrutura de redes elétricas nos EUA, com o destaque para os geradores da marca Marathon destinados à energia de reserva para data centers.
Também contribuiu para os resultados a manutenção da demanda para equipamentos de “ciclo curto”, como motores elétricos de baixa tensão e produtos seriados de automação e houve um destaque para os segmentos de óleo & gás, mineração e de sistemas de ventilação e refrigeração para data centers.
Mercado interno
No Brasil, a empresa voltou a crescer em comparação com o mesmo período do ano anterior, “fruto principalmente da continuidade das entregas de projetos ciclo longo, com destaque para transmissão & distribuição (T&D) e sistemas de automação”, disse comunicado.
Ao mesmo tempo, a WEG informou que continua a reportar menor receita no negócio de geração solar devido à menor demanda de geração solar distribuída (GD), aliada à ausência de novos projetos de geração centralizada (GC).
Fotos mostram evolução da WEG ao longo dos anos
De olho no mercado de Data Centers
A WEG já havia voltado sua atenção para o mercado externo e de Data Centers. Em setembro, uma entrevista ao Valor Econômico, o presidente da WEG, Alberto Yoshikazu Kuba, projetou que a companhia se tornaria maior no exterior do que no Brasil, país onde a companhia surgiu.
Também em setembro, o NSC Total chegou a divulgar um investimento milionário para expandir sua capacidade de produção de geradores na América do Norte. O projeto será realizado em duas fases e tem como objetivo atender à crescente demanda por soluções de geração de energia para aplicações críticas nos EUA, especialmente impulsionada pela expansão dos data centers. O investimento é de US$ 165 milhões, aproximadamente R$ 840 milhões.
A primeira fase do projeto anunciado para a América do Norte contempla investimentos de 24 milhões de dólares para aquisição e adequação de um prédio industrial localizado ao lado do atual Parque Industrial de Quma I, em Atotonilco de Tula, no México.
A unidade será destinada à montagem de geradores e contribuirá para a expansão da capacidade produtiva da companhia, com início das operações previsto para o segundo trimestre de 2027.


































