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48 cachorros de raça são resgatados em situação de maus-tratos em SC; veja fotos

Os animais eram mantidos em canil clandestino em Jaguaruna e agora, após receberem tratamento adequado, serão encaminhados para adoção responsável

20/10/2021 - 16h20 - Atualizada em: 21/10/2021 - 09h49

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Gabriela
Por Gabriela Ferrarez
Os cachorros foram encontrados subnutridos, com ferimentos sem tratamento e presos à correntes muito curtas.
Os cachorros foram encontrados subnutridos, com ferimentos sem tratamento e presos à correntes muito curtas.
(Foto: )

O responsável por um canil clandestino que mantinha quarenta e oito cachorros de raça sob maus-tratos em Jaguaruna, no Sul do Estado, foi preso em flagrante nesta terça-feira (19). Os animais foram resgatados em uma ação conjunta entre Polícia Civil de Jaguaruna e Treze de Maio, com o apoio da Cidasc de Jaguaruna e da Vigilância Sanitária. Um dos cachorros, que estava bastante debilitado, faleceu nesta quarta-feira (20).

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De acordo com a Delegada Carolini de Bona, assim que chegou no canil, a equipe constatou maus-tratos imediatamente. Informações da Cidasc e da Polícia Civil apontam que os cachorros estavam subnutridos, presos em correntes muito curtas que não os permitiam deitar, com a higiene precária e alguns deles possuíam feridas expostas sem tratamento adequado. Além disso, o canil não possuía abrigo de sol e chuva e exalava um forte odor de fezes e urina.

— A gente recebeu a denúncia e imediatamente uma equipe se deslocou para o canil, onde um médico veterinário que nos acompanhou constatou os maus-tratos. Todas as medidas judiciárias foram adotadas e agora os animais estão sendo mantidos no local e recebendo o tratamento adequado, pretendemos encaminhá-los para adoção responsável — disse a delegada.

Os cachorros eram das raças Husky Siberiano, Akita, Samoieda, Pastor Malinoá, Cane Corso, Border Collie e Spitz Alemão. Nesta quarta, a Polícia Civil e dois veterinários voluntários foram ao local auxiliar no atendimento dos cães. Muitos foram diagnosticados com caquexia, fratura e sarna.

Segundo a delegada, informações de ONG`S de proteção aos animais deram conta de que o suspeito era procurado em outros municípios catarinenses pelo mesmo crime, porém, sempre escapava. 

A Polícia Civil ainda ouve testemunhas e o caso está sendo analisado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que fará uma reunião na quinta-feira (21), para discutir a situação dos animais. 

O responsável pelo local foi conduzido a Delegacia de Polícia Civil e preso em flagrante pelo crime do parágrafo primeiro do art.32 da Lei 9605/98. O crime de maus-tratos pode dar prisão de três meses a um ano, mais pagamento de multa.

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